Contesto, manifesto de Dilma Rousseff

Dilma Rousseff

No último 11 de março foi concluído, pelo Supremo Tribunal Federal, o julgamento dos processos judiciais que promovi para discutir a validade do meu impeachment. Por meio de sessão virtual (plenário eletrônico) e, portanto, sem que a minha defesa pudesse apresentar minhas razões em sustentação oral, a maioria dos ministros da Suprema Corte decidiu por manter a decisão isolada que monocraticamente as julgou.

Reitero o que tenho apontado desde 2016: fui vítima de um golpe parlamentar baseado em um impeachment fraudulento, ato inicial de um retrocesso institucional que abriu caminho para a crise da democracia que estamos vivendo.

Diante dessa decisão e da forma pela qual foi tomada, não posso me calar.  Na condição de pessoa que lutou pela democracia e sofreu até no seu próprio corpo as consequências dessa luta, afirmo que o que foi decidido pela Suprema Corte está em desacordo com a nossa Constituição, com a legislação em vigor, com o Regimento Interno do próprio STF e com o princípios que orientam um Estado Democrático de Direito, que desde o golpe do impeachment, vem sendo fragilizado junto com as instituições da República. Continue lendo “Contesto, manifesto de Dilma Rousseff”

O coronavírus é democrático

O coronavírus Covid-19 vai matar muita gente
muita gente irá morrer por conta do Covid-19
É da lei, de tempos em tempos
uma nova doença aparece

Depois de muita gente morta
a ciência descobre a cura,
a prevenção,
a vacina,
enfim, o remédio exato Continue lendo “O coronavírus é democrático”

Prorrogado prazo de avaliação técnica dos trabalhos inscritos no Edital de Literatura

Da Assessoria | A pedido da equipe da Comissão de Avaliação Técnica do Edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-Grossense, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) comunica que prorrogou o prazo para avaliação técnica dos trabalhos inscritos no edital. Ao todo, são 123 projetos inscritos, sendo 96 obras literárias e 27 propostas de fomento à leitura.

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O Coronavírus Covid-19 e a nova Lei Trabalhista, ou vice e versa

Por João Bosquo Cartola | Na minha curta pra média vida de repórter, na maioria das vezes, trabalhei na editoria cultural ou entretê, mas eventualmente nas editorias geral barra cidades e nessas nas reuniões de pauta enquanto a chefia passava as sugestões de perguntas, gostava de meter um SE… “E se acontecer isso, ou aquilo???”. A chefia voltava-se para mim e eu confirmava a pergunta com as mãos e ombros… e então ela, a chefia, “é pode perguntar isso também”.

Pois agora volto-me a perguntar, sozinho, e SE aquele empregado das Lojas Riachuelo (pois só a cito porque só conversei com esse empregado na Rchlo, por conta da nova Lei Trabalhista) que trabalha semana-sim, semana-não, para não precisar registrar na CTPS e recolher menos encargos empregatícios, na semana-sim apresentar alguns dos sintomas, principalmente a febre intermitente – característica do Coronavírus Covid-19, alguém acredita que ele ficará em casa e ligará para o empregador dizendo que não irá trabalhar, pois doença? Ou que ele vai trabalhar na torcida para que ninguém repare nele??? Continue lendo “O Coronavírus Covid-19 e a nova Lei Trabalhista, ou vice e versa”

Primavera Editorial lança obras da poetisa Florbela Espanca

As obras da poetisa portuguesa Florbela Espanca serão lançadas no Brasil, em versão digital, pela Primavera Editorial. Com edições bimestrais, o primeiro e-book da coleção Bela Flor será Poemas Selecionados, disponível para os leitores a partir de fevereiro. Com um design que ressalta o caráter erótico, cult e desconstruído da escritora, os livros terão prefácio de Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial.

Da Assessoria | Com arrebatamento e linguagem telúrica, a poetisa portuguesa Florbela Espanca construiu uma obra com forte teor confessional: densa, amarga e triste. A expressão poética – via contos, poemas, cartas e sonetos – é marcada por sentimentos como amor, saudade, sofrimento, solidão e morte, mas sempre em busca da felicidade. Com o intuito de disseminar a história e obra de uma escritora excepcional, a Primavera Editorial decidiu lançar a coleção Bela Flor, uma homenagem à poetisa. A partir de março, a editora lançara bimestralmente um e-book com a obra da autora, iniciando com Poemas Selecionados.

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Trump versus Sanders e a implosão do sistema bipartidário nos EUA, por Slavoj Žižek

Os EUA estão adentrando uma guerra civil ideológica na qual não há chão comum ao qual ambas as partes da disputa podem recorrer. Mas não nos enganemos: o verdadeiro conflito não está se dando entre as duas siglas do bipartidarismo estadunidense, mas no próprio interior de cada um dos dois partidos.

Por Slavoj Žižek | Duas semanas atrás, quando promovia seu novo filme na Cidade do México, Harrison Ford disse que “A América perdeu sua liderança moral e credibilidade”.1 Será mesmo? Mas afinal, quando foi que os EUA exerceram liderança moral sobre o mundo? Na gestão Reagan, na gestão Bush? Os Estados Unidos perderam o que nunca tiveram. Ou seja, perderam a ilusão (daí o termo “credibilidade” na colocação do ator) de que detinham essa liderança moral. Com Trump, só se tornou visível aquilo que desde sempre já era verdadeiro. Em 1948, logo no início da Guerra Fria, essa verdade foi formulada com um brutal franqueza por George Kennan:

“Nós [os EUA] detemos 50 por cento da riqueza mundial, mas representamos apenas 6,3 por cento de sua população. Nessa situação, nossa verdadeira tarefa no período que se abre […] é manter essa posição de disparidade. Para fazê-lo, precisamos abrir mão de toda e qualquer sentimentalidade […], devemos parar de pensar em direitos humanos, elevação de padrões de vida e democratização.”2

Aqui revela-se, em termos muito mais claros e honestos, o que Trump efetivamente quer dizer com o slogan “America first!” (“Os EUA em primeiro lugar!”). Por isso não devemos nos chocar ao ler que “a gestão Trump, que assumiu a Presidência prometendo acabar com ‘guerras infindáveis’ está agora adotando armas proibidas em mais de 160 países, e se preparando para utilizá-las no futuro. Bombas de fragmentação e minas terrestres antipessoal, explosivos mortais conhecidos por mutilar e matar civis muito depois de terminados os combates, tornaram-se integrais aos futuros planos de Guerra do Pentágono.”3 Aqueles que se mostram surpresos diante de notícias como essa são simplesmente hipócritas. Em nosso mundo invertido, Donald Trump é considerado inocente (não sofreu impeachment) ao passo que Julian Assange é considerado culpado (por revelar crimes do Estado).

Mas, afinal, o que é que está ocorrendo agora? É verdade que Trump exemplifica a nova figura de um líder político abertamente obsceno que desdenha das regras básicas de decência e de abertura democrática. Quem explicitou a lógica que está por trás das ações de Trump foi Alan Dershowitz (entre outras coisas, o defensor da legalização da tortura), que recentemente “defendeu dentro da própria casa do Senado que se um político pensa que sua reeleição for algo de interesse nacional, quaisquer ações que ele tomar visando tal fim não podem, por definição, ser passíveis de impeachment. ‘E se um presidente tiver feito algo que ele acredita irá ajudá-lo a garantir a eleição, no interesse público, esse não pode ser o tipo de quid pro quo que resulta em impeachment’.”4 O caráter de um poder livre de qualquer controle democrático sério é aqui claramente explicitado.

O que testemunhamos nos debates em curso a respeito do impeachment de Trump é um exemplo da dissolução da substância ética comum compartilhada que torna possível o diálogo polêmico argumentativo. Os EUA estão adentrando uma guerra civil ideológica na qual não há chão comum ao qual ambas as partes da disputa podem recorrer – quanto mais cada lado elabora sua posição, mais fica claro que nenhum diálogo, mesmo que polêmico, é sequer possível. Não nos fascinemos demais pela dinâmica teatral do processo do impeachment (Trump se recusando a cumprimentar Nancy Pelosi, e ela em resposta rasgando uma cópia de seu Discurso sobre o Estado da União): o verdadeiro conflito não está se dando entre as duas siglas do bipartidarismo estadunidense, mas no próprio interior de cada um dos dois partidos

Os EUA estão agora passando de um Estado bi-partidário para um Estado tetra-partidário. Há efetivamente quatro partidos preenchendo o espaço político: Republicanos do establishment, Democratas do establishment, populistas da alt Right e socialistas democráticos. Já há ofertas de coalizões transpondo as linhas partidárias: Joe Biden deu a entender que nomearia como vice-presidente um republicano moderado, ao passo que Steve Bannon chegou a mencionar um par de vezes seu ideal de uma coalizção entre Trump e Sanders. A grande diferença é que, enquanto o populismo de Trump facilmente afirmou sua hegemonia sobre o establishment republicano (aliás uma prova clara, se é que ainda precisava de uma, de que, apesar de toda a barulheira de Bannon contra o “sistema”, o apelo de Trump aos trabalhadores comuns nunca passou de uma mentira), o racha no interior do partido Democrata está ficando cada vez mais forte – não é de se espantar visto que, como já discutimos nesta coluna, a luta entre o establishment Democrata e a ala de Sanders é a única verdadeira disputa política atualmente em curso.

Para usar um pouco de jargão teórico, estamos portanto lidando com dois antagonismos (“contradições”, se quiser): um entre Trump e o establishment liberal (foi disso que tratou o processo do impeachment), e outra entre a ala de Sanders do Partido Democrata e todas as demais. A articulação pelo impeachment de Trump foi uma tentativa desesperada de recuperar a liderança moral e credibilidade dos EUA – um exercício cômico de hipocrisia. É por isso que todo o fervor moral do establishment Democrata não deveria nos enganar: a obscenidade aberta de Trump só explicitou aquilo que sempre esteve lá. O campo de Sanders enxerga isso com clareza: não há caminho de volta, a vida política dos EUA precisa ser radicalmente reinventada.

Mas será que Sanders representa uma verdadeira alternativa, ou, como alegam alguns “esquerdistas radicais”, ele não passaria um social democrata (um tanto moderado) que no final das contas quer mesmo salvar o sistema? A resposta é que esse dilema em si é falso: os socialistas democráticos começaram um movimento de massa de radical redespertar, e o desfecho de movimentos como esses nunca está predestinado. Apenas uma coisa é certa: a pior postura imaginável é aquela adotada por certos “esquerdistas radicais” ocidentais que tendem a desdenhar a classe trabalhadora nos países desenvolvidos como uma mera “aristocracia dos trabalhadores” que vive da exploração do Terceiro Mundo e está enredada em ideologias racistas-chauvinistas. Na visão deles, a única possível mudança radical viria de um “proletariado nômade” (imigrantes, refugiados e os pobres do Terceiro Mundo) entendido como agente revolucionário (eventualmente ligado a alguns intelectuais de classe média empobrecidos nos países desenvolvidos). Mas será que esse diagnóstico para em pé?

É verdade que a situação de hoje é global, mas não nesse sentido maoista simplista de opor nações burguesas a nações proletárias. Os imigrantes são subproletários, sua posição é muito específica: não são explorados no sentido marxista clássico e como tal não estão predestinados a serem agentes de mudança radical. Consequentemente, considero essa escolha “radical” uma escolha suicida para a esquerda. É preciso apoiar Sanders incondicionalmente.

A batalha será cruel, a campanha contra Sanders será muito mais brutal do que a que foi travada contra Corbyn no Reino Unido. Em cima da carta usual de antissemitismo, haverá amplo recurso às cartas de raça e de gênero (a desqualificação de Sanders enquanto homem branco e velho…). Basta lembrarmos da brutalidade do mais recente ataque de Hillary Clinton contra ele. Todas essas cartas serão jogadas com base no medo do socialismo. Os críticos dos socialistas democráticos martelam incessantemente que Trump não poderá ser derrotado a partir de uma plataforma como a de Sanders (por ser demasiadamente esquerdista), e que o objetivo primordial hoje é se livrar de Trump. A isso devemos simplesmente responder que a verdadeira mensagem escondida por trás argumento cínico é a seguinte: “se a escolha for entre Trump e Sanders, nós ‘moderados’ preferimos Trump…

* TEXTO ENVIADO DIRETAMENTE PELO AUTOR PARA SUA COLUNA NO BLOG DA BOITEMPO. A TRADUÇÃO É DE ARTUR RENZO.
Notas
1 Ed Mazza, “Harrison Ford: America Has Lost Its Moral Leadership And Credibility”, HuffPost, 6 fev. 2020.
2 George Kennan, citado em John Pilger, The New Rulers Of the World (Londres, Verso Books 2002), p. 98.
3 John Ismay e Thomas Gibbons-Neff, “160 Nations Ban These Weapons. The U.S. Now Embraces Them”, The New York Times, 7 fev. 2020.
4 Stephen Collinson, “Republican theory for Trump acquittal could unleash unrestrained presidential power”, 30 jan. 2020, CNN.

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O poder de uma Liminar – II, por Sebastião Carlos

Por Sebastião Carlos | Surge outra questão essa, digamos, de ordem hermenêutica. Se o terceiro tem legitimidade para exercer interinamente o mandato “até que seja empossado o eleito no pleito suplementar”, como decidido, por que ele, sob essa visão, não teria também legitimidade para continuar no cargo? E essa é uma questão de suma gravidade, como veremos.

De outra parte, até que a Mesa do Senado promulgue o decreto de cassação a atual titular permanecerá no cargo. E, dele sendo despejada, ainda tem legitimo direito a recurso no STF. E muito embora as chances de reverter a decisão da instancia máxima da justiça eleitoral sejam as mais longínquas possíveis, restará sempre uma situação esdrúxula, como alma penada, vagando no ar. Precisamente porque, sob o principio da tripartição dos poderes, ora invocado nas Ações e acatado pelo ministro, não poderia ser determinada a posse imediata do terceiro sem que isso se constitua em atropelo das atribuições do Poder Legislativo.

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O Silêncio dos Urbanistas, artigo de José Lemos

Por José Antônio Lemos | Por que os constituintes incluíram na Constituição Federal de 88 um capítulo dedicado à Política Urbana e no artigo 182 determinou que as cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes devessem ter um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU)? Por certo não foi para enfeitar as estantes dos gabinetes prefeitos. A própria Constituição responde quando estabelece o plano diretor como “o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana”, política a ser “executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei”, com objetivo de “ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.” Mas faltou expressar que os PDDUs fossem respeitados e implantados. Continue lendo “O Silêncio dos Urbanistas, artigo de José Lemos”

O poder de uma Liminar – I – Artigo de Sebastião Carlos

Por Sebastião Carlos| No ultimo dia 31, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal e plantonista no recesso dessa Corte, surpreendeu o mundo jurídico e politico ao conceder liminar nas Ações denominadas de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, interpostas pelo PSD e pelo Governador do Estado, autorizando a que o candidato terceiro colocado nas eleições senatoriais de Mato Grosso assuma o mandato da senadora cassada.

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Inscrições para Edital de Literatura se encerram nesta sexta-feira (10)

Da Assessoria | Terminam nesta sexta-feira (10.01) as inscrições para o Edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-grossense. Ao todo, serão premiadas 30 obras, sendo 15 trabalhos de literatura nas categorias prosa, poesia, juvenil, infantil e revelação, e mais 15 projetos de fomento à leitura nas modalidades contador de história, mediador de leitura, formação de mediadores e oficina literária. O investimento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) é de R$ 600 mil.

Para a inscrição, escritores, produtores culturais e artistas deverão enviar os documentos exigidos no edital via correio ou protocolar diretamente na sede da Secel, em Cuiabá. Todos as informações referentes ao edital estão publicadas e disponíveis no site http://www.cultura.mt.gov.br/editais.

Vale lembrar que o prazo de inscrições já foi prorrogado uma vez, a pedido dos gestores municipais, para que os proponentes do interior tivessem mais tempo de finalização dos projetos e esclarecer dúvidas quanto ao edital. Além disso, com a mudança do cronograma de inscrições, foi permitido aos proponentes já inscritos que resgatassem o processo para aprimoramento.

O edital prevê a descentralização dos recursos, de modo que 60% das propostas premiadas deverão ser de escritores, artistas e produtores de municípios do interior do Estado. Os outros 40% serão distribuídos entre os municípios da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio de Leverger).

O resultado final será divulgado em 06 de março de 2020.

Serviço:

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) está localizada na Avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés), 510, bairro Duque de Caxias, Cuiabá-MT, CEP: 78043-300. O horário de funcionamento do protocolo é das 8h às 12h – 14h às 18h. Para mais informações sobre o edital: (65) 3613-9240/9230.

><>O que nos preocupa, incluindo o Meu Peixe, são as datas divulgadas. Serão apenas 50 dias para os jurados lerem, não se sabe quantas obras, e escolher a melhor. A segunda preocupação não tem nada a ver a questão literária, mas com a econômica. A prefeitura de Cuiabá, por exemplo, demorou para liberar os recursos.

IFMT inaugura Galeria Bela Vista ao ar livre  nesta quinta-feira, 12

Da Assessoria | O Campus Cuiabá – Bela Vista do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) inaugura, na próxima quinta-feira (12), a Galeria Bela Vista ao Ar Livre. A solenidade de lançamento acontece a partir das 16h no auditório do Campus, na Av. Juliano Costa Marques, s/n, bairro Bela Vista.

A Galeria Bela Vista ao Ar Livre é uma iniciativa do IFMT em parceria com a empresa Maxvinil e se iniciou ainda em setembro, durante a realização da VI Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão (Jenpex Cultural), quando diversos artistas renomados da capital puderam realizar intervenções artísticas nas paredes do Campus.

“A proposta é oferecer um circuito para apreciação, dando a oportunidade para que as escolas nos visitam, possam aprender mais sobre as artes visuais produzidas no nosso Estado”, destacou o Coordenador de Extensão do Campus, Sandro da Silva. Para a Galeria, já estão confirmados os artistas Adriano Figueiredo, Tania Pardo, Ruth Albernaz, Sérgio Venny, Régis Gomes, Marcelo Velasco, Vicente Paulo, Daniela Monteiro, Silvia Turina, Carolina Argenta e Rafael Jonnier. “Estamos abertos para outros artistas que queiram vir aqui deixar suas criações”, destacou Sandro Lucose.

Para o diretor-geral do Campus Cuiabá – Bela Vista, Deiver Teixeira, a arte é fundamental para o processo educativo, trazendo à tona questionamentos relevantes sobre o cotidiano e desenvolvendo o senso crítico dos estudantes. “Nosso Campus deve ser um espaço plural e a arte é fundamental para que essa pluralidade seja expandida. Estamos de portas abertas para que este projeto cresça ainda mais”.

No dia da abertura teremos uma perfomance com pintura Ao Vivo, que será feita pela artista plástica Tânia Pardo. Haverá uma  solenidade de abertura as 18h com a presença de todos  e todas artistas visuais  envolvidos nesta iniciativa.
Informações: 65- 981436305

João Bosquo Cartola lança “Seleta Cuiabana” de poesias em homenagem aos 300 anos da capital

Tendo Cuiabá como Musa, o poeta e jornalista dá um raro e valioso presente poético aos leitores, filhos ou não dessa cidade inspiradora

Por Antonio P. Pacheco | O poeta e jornalista João Bosquo está de volta à cena literária mato-grossense, desta vez, com o lançamento do livro, “Seleta Cuiabana – 50 Poemas que falam de Cuiabá”. O evento acontecerá no dia 10 de dezembro, as 19 horas. O livro, que sai pela Carlini&Caniato Editorial, é o resultado de uma autoprovocação e uma homenagem aos 300 anos da capital mato-grossense.

Com este livro, João Bosquo reúne poemas que traçam um panorama da sua produção poética nas últimas três décadas e meia. Um mergulho emocionante e prazeroso nas visões, impressões e emoções que marcaram o autor, despertadas pelos ambientes díspares e experiências proporcionadas pelo viver na tricentenária Cuiabá.

A obra reúne poemas que trazem em comum referências distintivas de Cuiabá, sua gente, seu clima, sua geografia, sua cultura e suas peculiaridades, suas venturas e desventuras, transformações e resistências.

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João Bosquo lança “Seleta Cuiabana” em homenagem aos 300 anos de Cuiabá

Por Vanessa Moreno | “Seleta Cuiabana – 50 poemas que falam de Cuiabá”, é o livro do jornalista e poeta João Bosquo, que volta à cena literária mato-grossense homenageando os 300 anos da nossa capital. A obra, publicada pela editora Carlini&Caniato Editorial, está com o lançamento marcado para o dia 10 de dezembro, às 19 horas.

É com um compromisso com a emoção que marca o autor e com as referências distintivas de Cuiabá que João Bosquo reúne poemas que traçam um panorama da sua produção poética nas últimas três décadas e meia.

Cada um dos 50 poemas são frutos de um mergulho prazeroso nas visões, impressões e emoções que foram despertadas pelos ambientes da capital cuiabana e pelas experiências de viver aqui. Todos os poemas têm em comum referências como o povo, o clima, a geografia, a cultura, as peculiaridades, as venturas e desventuras, as transformações e resistências de Cuiabá. Exemplo disso é o poema ‘Cuiabá Verde’, um dos poemas que compõem o livro e que descreve de forma simplória e suave as sensações de amanhecer no dia 8 de abril, dia em que se comemora o aniversário da tricentenária cidade.

Cuiabá Verde

Cuiabá amanhece bonita nesta manhã de abril

Manga Bourbon pepita ilumina no alto do céu

Caju, morena, aos cachos, é doce no tacho

– Viva a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá!

Cuiabá, nesta manhã de abril, amanhece bonita

Crianças brincando de esconde-esconde

Nos seus quintais… – Me dá um beijo, morena,

Que essa vontade de amar está à solta no coração

Cuiabá, em abril, amanhece demais de folienta,

Passarinho passeando pela paisagem da praça

Beija-flor beira a pétala sutil como ave

Aventureira lá e cá nas páginas de um jardim

Cuiabá, morena, é verde e gostosa

Quando chove até garoa e faz bastante calor

Corpo na rede e preguiça que hoje é feriado…

– Viva a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá!​

Esta é a sexta obra já publicada do autor cuiabano. João Bosquo também produziu os títulos: “Imitações de Soneto – ou De Falar Pantanal” (2016), uma reunião de 105 poemas, todos com 14 versos; “Sonho de Menino é Piraputanga no Anzol” (2006), ambos foram publicados pelo sistema de venda antecipada, que garante ao leitor e admirador da poesia de Bosquo, além do livro em lançamento, exemplares de obras anteriores do poeta como “prêmio” extra.

O primeiro livro de Bosquo foi o “Abaixo-Assinado”, uma parceria com Luiz Edson Fachin, uma edição bancada pelos próprios autores e publicada em 1977, em Curitiba. Pelas Edições Namarra, João Bosquo publicou “Sinais Antigos” (1984) e “Outros Poemas” (1985).

Ao longo de sua carreira de poeta, João Bosquo participou ainda do Programa Poetas Vivos da Casa da Cultura de Cuiabá. Integrou as seguintes antologias: “Abertura”, – Edição da UPES – Curitiba – 1976; “A Nova Poesia de Mato Grosso” – Edição do jornal “Fim de Semana” e UFMT – Cuiabá – 1986; “Panorama da Atual Poesia Cuiabana”– Edição do Departamento de Letras da UFMT (CLCH) – Cuiabá – 1986, e “Primeira Antologia dos Poetas Livres nas Praças Cuiabanas”, – Edição patrocinada pelo Fundo Estadual de Fomento à Cultura de Mato Grosso – 2005.

Como jornalista João Bosquo trabalhou nos jornais impressos “O Estado de Mato Grosso”, “A Gazeta” e “Diário de Cuiabá”; editou o semanário de “A Notícia”, de Cáceres, e é ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso.

O lançamento da “Seleta Cuiabana – 50 poemas que falam de Cuiabá” acontecerá na Livraria Janina, que está localizada no piso térreo do Shopping Pantanal.

Bosco Brasil assina o roteiro da série ‘Dependentes’ que estreia hoje no canal Futura

Da Assessoria | Autor premiado, Bosco Brasil assina o roteiro de “Dependentes”, série que estreia no canal Futura nesta quarta-feira, dia 27, com direção de Marco Altberg. Tema pouco debatido, a dependência química será discutida a partir dos conflitos vividos não só por quem é dependente, mas por quem convive com ele: o codependente. A história de personagens de cinco famílias que frequentam um grupo de ajuda se entrelaça. Bosco quis mostrar ainda as reações emocionais daqueles que convivem diretamente com quem é dependente. “É uma história de relações humanas, de sentimentos. Pouco se fala de quem convive com os dependentes, das pessoas que estão ao lado do adicto e que luta por ela”, explica Bosco. A série tem 13 episódios de 26 minutos.

O AUTOR

Bosco Brasil é autor de teatro, rádio, cinema e TV com mais de 20 anos de experiência, tendo escrito para todos os gêneros e formatos. Iniciou sua carreira na TV Cultura, integrando o time de roteiristas do Castelo Ra-tim-bum (entre 1990 e 1994) e, desde então, produziu diversas obras para TV, entre elas: Pupilas do Senhor Reitor (1994/SBT), O Amor está no Ar (1997/ Globo), Anjo Mau (1998/Globo), Torre de Babel (1998/Globo), Malhação (2000/Globo), As Filhas da Mãe (2001/Globo), Coração de Estudante (2002/Globo), Carga Pesada (2004/Globo), Essas Mulheres (2005/Record), Bicho do Mato (2006/Record), Tempos Modernos (2010/Globo), Noite de Arrepiar (2013/Record) e Casamento Blindado (2013/Record). Continue lendo “Bosco Brasil assina o roteiro da série ‘Dependentes’ que estreia hoje no canal Futura”

Um artigo de Mário Augusto Jakobskind, de 2005, mas sempre atual: Rede Globo, o maior partido político do Brasil

Por Mário Augusto Jakobskind | A TV Globo, das Organizações Roberto Marinho, a emissora de maior audiência no Brasil, é considerada por vários setores de esquerda como um verdadeiro partido político. Dona Lily Marinho, a viúva do patriarca do grupo, recentemente falecido, deixou claro em um livro que o seu marido elegeu Collor (ex-presidente Fernando Collor de Mello) e posteriormente o retirou da Presidência, o que não está longe da verdade.

A TV Globo, de fato, em 1989, na primeira eleição direta para a Presidência da República, teve participação intensa na campanha. Roberto Marinho, o empresário proprietário do império de comunicação, apostou em Fernando Collor de Mello, por entender que naquele momento o ex-governador do Estado nordestino de Alagoas seria alternativa às candidaturas do governador do Estado do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, ou de Luiz Inácio Lula da Silva, que apareciam muito bem cotados nas pesquisas de opinião pública. Na concepção de Roberto Marinho, a eleição de Brizola ou Lula poderia criar problemas para o seu grupo e outros setores empresariais.

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Origens dos EUA, o Coringa e o ocaso da supremacia branca

A consciência política do povo já superou o mito da supremacia branca, sua lealdade aos opressores e ao capital internacional e suas demais mentiras

 

Por Franklin Frederick |

«Nas raízes do capitalismo encontram-se não apenas a escravidão e a supremacia branca, mas também o ‘ethos’ do gangster.»   Gerald Horne

O filme ‘Coringa’ apresenta um fenômeno contemporâneo presente em vários países, mas que só pode ser compreendido em sua complexidade através da história das origens dos EUA.

O historiador Afro-Americano Gerald Horne argumenta no livro ‘The Counter- Revolution of 1776: Slave Resistance and the origins of the United States of America’ que o movimento pela independência dos EUA nasceu, por um lado, do receio das classes ricas da colônia de um crescente movimento abolicionista na metrópole, a Inglaterra, que poderia acabar com a base de sua riqueza – os escravos. Por outro lado, a Inglaterra também impedia o avanço dos colonos para o oeste, que deveria permanecer como território indígena. Para Horne, a guerra pela independência dos EUA  foi em parte uma ‘contra-revolução’ liderada pelos ‘pais fundadores’ com o objetivo de preservar o seu direito de escravizar outros povos, sobretudo africanos, e de continuar a expandir a jovem nação para o oeste, roubando mais terras dos povos indígenas onde implantar mais trabalho escravo.

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Rotatória do Círculo Militar, por José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos | Feliz a cidade com o dinamismo e a pujança de Cuiabá, viçosa, rica em oportunidades de desenvolvimento e de elevação da qualidade de vida de sua população. Mas, também em problemas. São os tais ônus e bônus da vitalidade urbana. As cidades vivas geram aumentos de demandas em todas as áreas, e muito especialmente na mobilidade urbana, onde cresce o número de pessoas e de veículos nas ruas, surgem novos bairros e polos geradores de tráfego, exigindo de seus administradores providências visando garantir a fluidez indispensável com segurança e conforto. Como uma criança saudável em crescimento exige dos pais, no tempo certo, roupas, sapatos, e tudo o mais em tamanhos crescentes, assim também uma cidade em desenvolvimento.

É o caso de Cuiabá que, sem uma estrutura técnica permanente para o planejamento urbano contínuo, tem sua prefeitura sempre correndo atrás, buscando superar os gargalos urbanísticos surgidos a cada momento, hoje com obras de vulto como os viadutos na Beira-Rio e na Archimedes Lima, passarela na Rodoviária, renovação do sistema semafórico, recapeamento asfáltico e mesmo obras menores, como a ligação da travessa Monsenhor Trebaure à Marechal Deodoro. Agora a discussão é o colapso funcional da rotatória do Círculo Militar, causado pelo incremento natural do trânsito de veículos acrescido pela instalação de um grande polo gerador de tráfego nas proximidades.

Quanto à rotatória do Círculo Militar, após o aparente insucesso da solução semafórica, o prefeito acena com a construção de uma trincheira no local, o que seria uma solução emergencial importante. Porém, o carro é um bicho danado. Se um conflito pontual é resolvido, de imediato ele volta ao local até atingir de novo os limites do desconforto e, logo, novo colapso. A trincheira ou, no caso, um viaduto estaiado, é uma solução emergencial necessária como uma ponte safena em um coração com problema circulatório. Melhor que tratar a doença de um paciente é tratar o paciente doente, e com a cidade deve ser igual. Ainda que as soluções emergenciais sejam necessárias, o ideal é tratar a cidade com problemas, antecipando-se a eles.

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Tarifas de companhias privadas são mais caras, ou alguém aí tinha alguma dúvida

Da Assessoria | As tarifas de água adotadas por companhias privadas são mais caras quando comparadas aos valores praticados por serviços municipais e companhias estaduais de saneamento. A afirmação faz parte de estudo inédito da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), publicado nesta segunda-feira (18/11), que apresenta o ranking de municípios submetidos às maiores tarifas.

As dez tarifas de água mais caras do país, na categoria residencial por 10 m3, vão de R$ 94,90 a R$ 61,00, e são cobradas em 328 municípios, dos 4.187 apurados pelo estudo da Assemae.

Conforme atesta o estudo, os cinco municípios que possuem as tarifas de água mais caras do Brasil são atendidos pela mesma companhia privada no Rio de Janeiro. Na categoria residencial, a tarifa mais cara do Brasil é de R$ 94,90 por 10m³/mês, servindo quatro municípios, e o quinto município tem a segunda maior tarifa, no valor de R$ 87,30.

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Jovens do Programa Siminina serão recebidas no Hotel Deville Prime Cuiabá

Da Assessoria | Em comemoração ao Dia do Hoteleiro, no próximo sábado, dia 9 de novembro, a partir das 9h, o Hotel Deville Prime Cuiabá receberá um grupo de convidadas especiais para um café da manhã. Em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Mato Grosso (ABIH MT), 20 meninas do projeto social Siminina, desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, terão um sábado bem diferente.

Além do café da manhã, elas farão uma visita técnica ao hotel. “Será um dia especial para essas meninas de comunidades carentes de Cuiabá. Elas terão a chance de estar em um ambiente diferente da rotina delas, ampliando os horizontes, conhecendo oportunidades futuras de carreira e o local onde muitas mulheres que viajam a trabalho ou turismo ficam hospedadas”, conta Gerson Honório da Silva, gerente geral do Deville Prime Cuiabá.

O projeto da Prefeitura prepara as meninas para um futuro em que elas sejam as protagonistas de suas histórias, ajudando a desenvolver novas habilidades comunicativas a partir da valorização da beleza particular de cada uma. As atividades propostas visam trabalhar a vocação profissional, o despertar dos dons e o resgate de alguns valores.

O Planejamento da Cidade, por José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos | Em meados do mês passado foram divulgadas duas importantes e ao mesmo tempo preocupantes notícias sobre o planejamento da cidade, mais especificamente sobre o planejamento urbano em Cuiabá. A primeira, foi o lançamento de um Edital da prefeitura de Cuiabá para “Elaboração e Revisão”(?) de seu Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), e a outra dando conta que a prefeitura prepara uma reforma administrativa na qual se discute a extinção do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Urbano (IPDU).

Apesar do objetivo dúbio de “Elaboração e Revisão”, o Edital traz de capa o necessário e alvissareiro resgate do conceito “urbano”, que é a especificação correta à exigência da Constituição Federal sobre os Planos Diretores para as cidades acima de 20 mil habitantes. Não mais o genérico e indefinido conceito do “planejamento estratégico” que vinha sendo usado pela prefeitura. Entretanto, ao definir o prazo de 7 meses para a conclusão do trabalho, incluindo sua “legalização”, que imagino ser sua discussão e aprovação pela Câmara e posterior sanção pelo prefeito, penso que os elaboradores do certame persistem na equivocada visão de Cuiabá como uma cidade ainda pequena, estagnada, cujo plano urbano possa ser produzido em prazo tão curto como o estabelecido, em especial após mais de uma década do esvaziamento da estrutura municipal dedicada ao planejamento urbano.

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Meio Século de Internet, por José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos | Nesta terça-feira comemoramos os 50 anos de uma das maiores revoluções conseguidas pela humanidade, meio século a partir do dia 29 de outubro de 1969 quando se deu a primeira transmissão de dados entre dois computadores remotos, considerada como o primeiro e-mail na face da Terra. Era para ser a palavra LOGIN, mas no meio da transmissão deu “pau” no computador receptor e só foi LO, um pedaço da palavra que se pretendia mandar. Mesmo assim, um dos maiores sucessos da história do homem. Nasceu a Internet, hoje parte indissociável da vida dos homens, impossível pensar o mundo atual sem ela.

Lembro lá pela década de sessenta que os jornais “de fora”, em geral do Rio de Janeiro, só chegavam a Cuiabá ao final das tardes pela antiga VASP e eram vendidos em uma única papelaria que ficava na Praça da República. A fila começava a se formar cedo e quando chegavam os jornais era aquele empurra-empurra para cada um pegar o seu. Nas segundas-feiras a afluência era muito maior, pois os jornais traziam um caderno esportivo com as reportagens sobre os jogos do domingo, dia anterior, com as fotos dos lances dos nossos times, até então só imaginados pela narração dos “speakers” e comentaristas. Só no mês seguinte iríamos ver em filmes trechos do jogo no “Canal 100”, noticioso que antecedia às sessões do Cine Teatro Cuiabá.

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Governo de MT relança o Edital de Literatura agora batizado com o nome de Estevão de Mendonça

Da Assessoria | Com R$ 600 mil em investimentos para premiar 30 obras e projetos literários de fomento à leitura, será lançado nesta terça-feira (29.10) o Edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-grossense. O evento será às 19h, no Palácio da Instrução, e contará com a presença do secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Allan Kardec Benitez, e o adjunto de Cultura, Paulo Traven. A cerimônia será aberta ao público.

Outro evento de destaque é a abertura da mostra competitiva do 7° Festival Tudo Sobre Mulheres – festival de cinema feminino – que começa nesta segunda-feira (28.10), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá.

A cerimônia de abertura contará com Pocket Show de Paulo Monarco e Luisa Lamar, além da primeira exibição de curtas  e médias da mostra. Ao todo, são 31 filmes até 31 de outubro, no CineClube Coxiponés e no Cine Teatro Cuiabá. O espaço cultural também oferece nesta semana apresentações de teatro do Grupo Penumbra, espetáculo O Rei Leão e exibição de filme infantil.

A Casa Cuiabana recebe neste sábado (26.10) a união de dois eventos: Sarau das Minas – Conexão Centro Oeste (4º Edição) – e a final estadual do Slam do Capim Xeroso. A programação começa às 17h, e conta com mulheres artistas como a DJ Lu (GO), Mc Vera Verônica (DF) e a MC Ana Aranda (MS). Além das convidadas do Centro Oeste, o evento conta com a presença de artistas de Cuiabá como a Mc RB8, Karla Vechia, Pacha Ana, Luna Anália (poeta infantil), Negrada, além da feira com mulheres empreendedoras de seus negócios.

Nas artes visuais, as opções são a exposição Rogai por Nós, na Casa Cuiabana, com pinturas e esculturas inspirados na fé e religiosidade. Outra mostra em cartaz é Sen[s]ação, na Galeria de Artes Lava Pés, com obras de Vitória Basaia, Gonçalo Arruda, Junne Fontenelle, Marcelo Velasco e Miguel Penha.

A agenda cultural inclui opções de visitas mediadas ao Museu de História Natural Casa Dom Aquino, Museu de Arte Sacra e Residência dos Governadores. Todos os eventos são apoiados pela Secel.

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Do respeitado site ConJur: Em carta ao STF, juízes europeus acusam Moro de parcialidade

Conjur | Três ex-presidentes de cortes superiores de Justiça na Europa enviaram uma carta aberta aos magistrados brasileiros do Supremo Tribunal Federal.

No texto, o ex-presidente do Conselho de Estado da Espanha de 1985 a 1991, Tomás Quadra-Salcedo, e dois ex-presidentes da Corte Constitucional da Itália Franco Gallo (2013) e Giuseppe Tesauro (2014) pedem que os colegas brasileiros reflitam sobre “os vícios dos processos iniciados contra Lula”.

Eles também citam as revelações do site The Intercept Brasil sobre as relações promíscuas entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da força-tarefa da “lava jato”.

“Essas revelações confirmaram que a operação “lava jato”, sob o pretexto de combater a corrupção, se transformou em um partido político, contribuindo para a destituição de Dilma Rousseff em 2016, bem como para a perseguição política contra ao ex-presidente Lula. Essa perseguição funcionou, pois permitiu a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República”, diz o texto.

Leia a íntegra da carta:

Como ex-presidentes de Cortes Superiores de Justiça, gostaríamos de chamar à reflexão os nossos colegas magistrados do Supremo Tribunal Federal e, mais amplamente, a opinião pública deste país para os vícios dos processos iniciados contra Lula.Como já foi mencionado por muitos colegas, brasileiros e de outros países do mundo, as revelações do jornalista Glenn Greenwald e sua equipe do site de informações The Intercept, em parceria com os jornais Folha de S. Paulo e El País, a revista Veja e outras mídias, reforçaram a natureza política da acusação contra Lula. Elas também confirmaram aos olhos do mundo, como sempre foi afirmado por Lula e seus advogados, o caráter tendencioso do ex-juiz Moro e do ministério público, e, como resultado, a ausência de um julgamento justo e independente contra o ex-presidente.

Essas revelações confirmaram que a Operação Lava Jato, sob o pretexto de combater a corrupção, se transformou em um partido político, contribuindo para a destituição de Dilma Rousseff em 2016, bem como para a perseguição política contra ao ex-presidente Lula. Essa perseguição funcionou, pois permitiu a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República.

Numa época em que as democracias são postas à prova pela ascensão da extrema direita, e especialmente no Brasil, a justiça deve ser erguida como um baluarte contra o autoritarismo e a arbitrariedade. No entanto, devido aos procedimentos ilegais e imorais adotados contra o ex-presidente Lula, a justiça brasileira hoje está passando por uma verdadeira crise de credibilidade. Portanto, é essencial que os juízes da Suprema Corte exerçam plenamente seu papel de garantidores do respeito à Constituição e ponham fim às injustiças cometidas pelos promotores e pelo ex-juiz Sergio Moro. Enquanto o ex-presidente Lula não tiver sua inocência e sua liberdade plena restabelecida, a justiça brasileira não recuperará credibilidade. A falta de confiança no sistema de justiça brasileiro está corroendo o estado de direito e a democracia, com repercussões para todos os juízes do mundo.”

Tomás Quadra-Salcedo
Franco Gallo
Giuseppe Tesauro

Fonte: ConJur – Em carta ao STF, juízes europeus acusam Moro de parcialidade

><> Daí o nosso medo (meu e de Meu Peixe) de alguns advogados cuiabanos, que juram de pés juntos que o processo do tríplex está correto.

 

Concerto de encerramento acontece hoje no Palácio da Instrução dentro do Ciclo CirandaMundo MasterClass

Da Assessoria | O Ciclo CirandaMundo MasterClass encerra nesta terça-feira (22.10), às 20h, no Palácio da Instrução, com um concerto especial aberto ao público, que traz no repertório, peças de W. A. Mozart, J. S. Bach, Roberto Victorio e Silvio Ferraz. Para as apresentações, além dos professores convidados, o concerto contará ainda com a violinista venezuelana Yndira Villarroel, a clarinetista Jessica Gubert e o compositor Roberto Victorio.

Para o concerto, várias formações, quintetos, quartetos e orquestra de câmara com a participação dos professores. “É um privilégio muito grande poder prestigiar profissionais tão importantes para a música de concerto. Estou muito feliz”, comemora Yndira Villarroel.

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“A política que quase me mata”, narra José Antônio Lemos

José Antônio Lemos | Vim para Cuiabá para nascer aqui e ser um cuiabano de chapa e, se Deus quiser, também de cruz. Meu pai trabalhava no interior do antigo Mato Grosso íntegro e quando estava chegando a hora do meu nascimento providenciou nossa vinda para cá onde era radicada a família de minha mãe, fazendo a vontade dela, uma cuiabana de chapa e cruz de verdade. Pouco tempo depois, tendo tudo corrido bem e terminando as férias do meu pai, voltamos para a cidade onde morávamos, uma pequena, mas simpática cidade, onde ganhei meu primeiro irmão.

Morávamos em uma das ruas principais e tivemos a sorte de na frente de casa morar o único médico do local. Figura proeminente na cidade e na região, começava a se embrenhar na política. Parece que depois veio a ser prefeito da cidade por uma ou duas vezes. Figura simpática e médico competente, logo ficou amigo daqueles vizinhos, pais de primeira viagem aos quais, solícito, sempre atendia, atravessando a rua a qualquer espirro do pimpolho. Ocorre que naquele ano havia eleição para governador, concorrendo Fernando Correa e Filinto Muller, e o doutor era ferrenho correligionário do Filinto. As eleições naquela época eram empolgantes entre UDN e PSD, com eleitores empenhados pela vitória de seus candidatos. Apesar de todos estarem envolvidos nada aconteceu de problemático, ao menos naquelas eleições na cidade onde iniciava minha vida. Mas quase. Continue lendo ““A política que quase me mata”, narra José Antônio Lemos”

Entre aspas: Mesmo com DEM ‘apaixonado’, Pinheiro diz que primeira-dama não quer reeleição

><> A Gazeta Digital, com reportagem de Vitória Lopes, nos informa que o prefeito Emanuel Pinheiro está pensando em NÃO disputar a reeleição ano que vem.

Meu Peixe lembra que o prefeito tem dois exemplos recentes para se mirar.

O primeiro deles é o ex-prefeito Wilson Santos que foi à reeleição e depois abandonou a prefeitura  para tentar o governo do Estado e ficou em terceiro lugar. Segundo Meu Peixe, um dos motivos foi que WS gastou todo seu discurso para se reeleger e dali um 18 meses não podia repetir o mesmo discurso de realizações.

O segundo é o atual governador Mauro Mendes, que não foi à releição e se qualificou como candidato ao governo e o discurso foi a sua recente passagem pela prefeitura.

Emanuel Pinheiro pode agora analisar. Se querer alguma coisa em 2022 (governo ou Senado) deve apenas concluir o mandato e investir numa candidatura que lhe dê sustentação e garanta apoio.

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O Desafio do Secretário de Cultura, por Sebastião Carlos

Allan Kardec está diante de um grande desafio. O Secretário precisará de apoio não só na Assembleia, mas no governo e na comunidade dos que lidam com a cultura. Oxalá, tenha êxito.

Por Sebastião Carlos | Em entrevista recente, o Secretário Estadual de Cultura de Mato Grosso, Allan Kardec, toca em ponto sensível não apenas da administração da pasta que dirige mas particularmente da política cultural do Estado. Diga-se, porém, que não se trata de uma situação atual. Ao lado da permanente e insolúvel questão da restrita dotação orçamentária, permeia a má aplicação desses escassos recursos. Allan Kardec trata da destinação de não poucos recursos aos eventos festivos. Está claro que os problemas da administração cultural não se resumem a esta questão exclusiva, mas nela fiquemos por enquanto.

Desde sempre considerei que, com pouquíssimas exceções, a alocação de recursos com esses objetivos trata-se de uma imperdoável disfuncionalidade. E não estou me referindo ainda ao aspecto de ordem administrativo e penal que aí subsiste, como as recorrentes não prestação de contas, da não realização conforme garantido no projeto aprovado e, o que é mais grave, a pura e simples malversação e desvio do recurso. Tudo isso já aconteceu em várias ocasiões. Mas vamos ao que disse o Secretário, em declaração que recebi com satisfação, de que se posiciona contra essa prática tradicional. Embora faça a ressalva de que o investimento em aniversários de municípios, em festa de peão de boiadeiro, de santos, em carnavais na época ou fora de época etc, gera emprego e renda graças a lotação dos hotéis e gastos gerais dos turistas no comércio local. Refere-se ao fato de que a maioria desses recursos é proveniente das chamadas emendas impositivas a que os parlamentares têm direito. Para enfrentar essa prática, de indiscutível fundo eleitoreiro, muito objetivamente se propõe a “sensibilizar os parlamentares”, apresentando-lhes “os programas permanentes de Cultura que o Estado os tem como prioridade.” Será o suficiente? Continue lendo “O Desafio do Secretário de Cultura, por Sebastião Carlos”

Poesia falada nos ônibus

João Bosquo | A caso de um mês e pouco, no ônibus, dois jovens entram e começam a recitar poesias. Gravei, coisa que faço raramente e postei lá no Youtube e acabei esquecendo. Hoje leio no site Circuito Mato Grosso uma reportagem sobre os dois jovens e fico sabendo que se trata de  Michel Yuri Bispo da Silva, 22 anos, e Lucas de Pádua, 17 anos. Gravei e saltei antes do encerramento. Mas fica aqui registrado.