AFábrica, artigo de José Antônio Lemos

Por José Antônio Lemos | No artigo anterior tratei da urgência da verticalização da economia em Mato Grosso e da necessidade do estado tratar deste assunto de forma planejada a partir de cartas da rede urbana estadual indicativas das vantagens locacionais, promovendo o balanceamento regional dos investimentos e sua otimização, tanto em retorno para o investidor quanto em benefícios para o cidadão. A matéria não pode mais ficar só ao sabor do feeling político, ou de interesses locais eventualmente preponderantes. Como exemplo a não repetir, lembro uma história que assisti em parte. Para manter o foco cito só os nomes de pessoas, lugares ou órgãos indispensáveis à compreensão do texto.

     Foi no tempo da primeira administração Dante de Oliveira frente à prefeitura de Cuiabá. Eu coordenava o Grupo de Trabalho do Plano Diretor de Cuiabá (GT-PDU), antecessor direto do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá (IPDU),  e subia a escadaria do Palácio Alencastro quando notei dois senhores de terno descendo apressados a mesma escadaria, um deles meio gordinho, lenço à mão, gravata afrouxada, suando muito e vermelho. Eram mais ou menos 3 horas da tarde, um calor daqueles de rachar e o senhor dava claros sinais de que passava mal. Perguntei a eles se não queriam dar uma parada ali no terceiro andar onde ficava o GT-PDU para se refrescar. Aceitaram. Entramos na sala das pranchetas e lhes ofereci água. Já restabelecendo, começamos a conversar. Desciam de uma das secretarias da prefeitura onde tentaram sem sucesso uma audiência com o secretário que estava em uma reunião cujo fim teriam que aguardar, segundo a recepcionista, para então ver se seriam atendidos naquele mesmo dia. Antes estiveram no gabinete do prefeito que não se encontrava, de onde então foram encaminhados àquela secretaria. Representavam uma grande empresa que queria se instalar em Cuiabá.  Certamente houve algum problema de comunicação dentro da prefeitura pois o prefeito e o próprio secretário sempre foram muito empenhados nesses assuntos.  Continue lendo “AFábrica, artigo de José Antônio Lemos”

Dona Dulce dos Pobres

Dona Dulce dos Pobres,
Por favor, olhai aquele mendigo
Maltrapilho que de tanto socorro precisa…
-Sou eu!

Olhai minhas chagas, tristes chagas,
Que habitam meu coração que de tanto olhar precisa
Para se reformar e tonar-se um coração bom

Dona Santa Dulce dos Pobres
Não se esqueça de nós,
Quando nada mais puder fazer
Interceda junto ao Filho amado de Deus

Amém.

Cuiabá ganha festival de artes e cultura no Centro Histórico

Projeções fotográficas, intervenções urbanas, sarau e feira movimentam a Praça da Mandioca durante quatro dias de programação
Allan House e Mississipi Jr – Foto: Divulgação

Da Assessoria | Lançando luz sob o potencial das cidades históricas brasileiras, a Casa do Centro presenteia Cuiabá com um inédiLançando luz sob o potencial das cidades históricas brasileiras, a Casa do Centro presenteia Cuiabá com um inédito festival de artes visuais e cultura popular. Em comemoração ao tricentenário da capital, uma programação multicultural e gratuita tomará

Em meio a ruelas e casarões cuiabanos, a 1ª edição do “Festival Trezentos – É Com Mandioca” convida o público a prestigiar a produção fotográfica da terra para além das galerias. Projeções, performances e intervenções urbanas lançam reflexões atuais sobre invisibilidade social, diversidade e o meio ambiente. 

O evento contará com Feira de Gastronomia, Artesanato, Sustentabilidade e Moda durante os quatro dias com empreendedores da economia criativa da região. 

Somam às artes visuais uma diversidade de expressões artísticas, como poesia de rua, música autoral e apresentações de dança e teatro individuais e coletivas. Oficinas e roda de conversa propõem espaços de formação e trocas sobre a arte de fotografar.  Continue lendo “Cuiabá ganha festival de artes e cultura no Centro Histórico”

Da série faça o que digo, mas não faça o que faço: Em diário, FH admitiu “botar a mão na lama” para governar

Pedro Kirilos | Agência O Globo
Por Bernardo Mello Franco | O sociólogo Fernando Henrique Cardoso admitia que era preciso “botar a mão na lama” para negociar com o Congresso. “Na proximidade de todos nós circulam malandros, é difícil evitá-los”, reconhece, nos último volume dos “Diários da Presidência”.

No início de 2001, o tucano registrou seu incômodo com o apetite de aliados pelo dinheiro público. “Há setores políticos da base que são uma podridão. Esse é o problema do Brasil”, queixou-se. “Não é a maioria, mas os mais espertos dominam parte importante da maioria, e eles são partes do jogo brasileiro”.

Apesar das reclamações, FH tinha uma visão pragmática do convívio com um ambiente que julgava “apodrecido”. “Não tenho preocupação com pessoas nem com o falso moralismo”, anotou. “Tenho que contar com o que existe aí, a verdade é essa. É botar a mão na lama para fazer adobe para construir uma casa. É complicado”.

Fonte: Em diário, FH admitiu “botar a mão na lama” para governar | Bernardo Mello Franco – O Globo

 

><>Quando lá atrás, FhC pediu para esquecer o que ele escreveu, parecia uma coisa esquisita… Agora ele esquecer o que escreve é um sinal mais grave. Talvez um sinal de caduquice. 

Festival cultural na Praça da Mandioca

Vai rolar quatro dias de programação multicultural e gratuita na Praça da Mandioca, com projeções fotográficas, feira de moda e gastronomia, sarau de música, poesia e performances teatrais.

O “Festival 300 – Artes Visuais e Cultura Popular” é realizado pela Casa do Centro, a partir da próxima quarta-feira (16). O projeto foi viabilizado pelo Edital do Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura 2019.

Pavimentação transforma a realidade de moradores do Residencial Ana Maria

Com a ordem de serviço assinada pelo prefeito Emanuel Pinheiro em março, a obra está em estágio avançado

 

Foto: Divulgação

Por Bruno Vicente, Da Assessoria | Cerca de 260 imóveis valorizados e mais de 1.500 moradores desfrutando de uma melhor qualidade de vida. Essa é a transformação que o benefício da pavimentação está proporcionando ao Residencial Ana Maria. Incluído no programa Minha Rua Asfaltada, a comunidade vê as vias, que antes eram tomadas pela poeira e lama, serem totalmente cobertas por aproximadamente 2,5 quilômetros de massa asfáltica.

Com a ordem de serviço assinada pelo prefeito Emanuel Pinheiro em março deste ano, a obra está em estágio avançado. Serviços como a de construção da rede drenagem pluvial, terraplanagem e imprimação já foram concluídos e, neste momento, os operários atuam na fase de pavimentação. Das oito ruas estabelecidas no projeto, seis já estão com esse trabalho finalizado. A obra abrange ainda a edificação de meio-fio e calçadas.

“Estamos satisfeitos com o andamento da obra e com a qualidade na execução. Essa é uma exigência nossa. A população sonha por anos com a chegada do pavimento. Então, além de realizar esse sonho, temos o dever de garantir que o trabalho seja eficiente. Na nossa gestão, compromisso assumido é compromisso cumprido e é isso que estamos vendo acontecer no Residencial Ana Maria”, salienta o prefeito Emanuel Pinheiro.

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Nunca Li Manuel de Barros, poema de Joao-Bosquo Cartola

Depois da partida, sempre depois,
Podemos confessar e eu confesso
Que nunca li Manuel de Barros
Nunca entrei em seus livros

Sempre fiquei preambulando
Em volta dos versos e dos pós
E nunca, jamais, nas pré-coisas
Imersas nas metáforas pantaneiras…

Quando o mar Pantanal se criou
O poeta já estava de butuca
Lápis de graveto e papel borboleta…

O livro, depois, passeia pela paisagem
E a poética, sem retórica universalista,
Nada, feito peixinha, nas águas nuas.

Jovem escritor lança livro independente de poesias

Da Assessoria | A selfie não sou eu.

Sou eu de uma face outra

Sou de um modo que não atinge

A

   i

    n

       su

           s

            t

            e

               n

             tá

                 v

               e

                 l

                    Le

  ve

       za

           De ser a não

                                                             Hiper-realidade

                                                                                          Ser só, apenas ser

           quem

                                                           tanto

                                                                                                                   persegue

“Hiper-eu” é uma das poesias reunidas no primeiro trabalho literário do jovem escritor Lucas Lemos, “Nossa Alegria Triste”. O livro será lançado no dia 15 de outubro, às 20h, em noite cultural no Instituto de Linguagens (IL), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT-Cuiabá), com iniciativa independente e o objetivo promover a literatura e a arte em Mato Grosso.

A obra traz reflexões sobre o digital, o meio urbano e o cenário da política atual, com poemas mesclados a fotografias do autor, cliques do fotógrafo Fred Gustavos, ilustrações de Marcella Gaioto, e capa assinada pela também estreante Carla Renck, acadêmicas de Letras na UFMT.

Lançar um livro em uma editora de renome não é tarefa fácil no Brasil. Inúmeras proposições de escritores de todo o país chegam à caixa de e-mail de grandes editores todos os dias, mas somente algumas obras ganham o passe para a publicação. “Hoje em dia, acontece de lançarem pessoas já consagradas, ou mesmo conhecidas em outras áreas de atuação da cultura, como, por exemplo, as biografias de autores, atores e atrizes famosos. Falta um pouco de espaço para o escritor, de forma que a publicação independente é uma opção. Nada fácil, mas, que tem sido amplamente explorada e abre caminho para quem, como eu, ainda está começando”, afirma o autor.

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Verticalização e Planejamento Regional, por José Lemos

 Por José Antônio Lemos | Escrevo sobre a verticalização enquanto processo de transformação da produção primária em outros produtos agregando-lhe valor econômico. Por exemplo, o algodão rende mais se é transformado em roupa. Mas para chegar à roupa tem que virar fio, depois tecido, para só então se transformar em uma peça de vestuário. O trabalho, braçal ou mecânico, artesanal, intelectual ou industrial é o fator que agrega valor a cada passo desta transformação. Poderia ser um automóvel, sofisticado, mas ainda assim resultado da combinação de muitos produtos primários transformados, alguns com transformação tão elaborada a ponto de não nos lembrar que a origem destas maravilhas está lá na produção primária, a qual nem se reconhece o devido valor.

     Quanto mais o produto primário é processado mais valor é agregado, exigindo, porém a cada passo mais tecnologia, preparo de mão de obra, acessibilidade a bens e serviços complementares e outros quesitos, gerando em troca progressivamente mais renda, melhores salários e empregos de maior qualidade. Assim, a verticalização das economias não é nivelada como se todos os processos de transformação tivessem o mesmo nível de sofisticação e exigências, e nem acontece em um plano como se todos os pontos do espaço regional atendessem a todos os requisitos de cada etapa de seus processos de transformação. Ao contrário, a verticalização acontece em espaços urbanos hierarquizados funcionalmente e organizados nas redes de cidades, de acordo com a qualidade de suas infraestruturas e de suas instalações produtoras de bens e serviços, bem como, da disponibilidade de mão de obra qualificada, energia, transportes, comunicações, centros de ensino e pesquisa, localização estratégica etc. A verticalização é urbana.

     Assim, seria como se tivéssemos duas escadinhas frente a frente: de um lado a dos requisitos dos processos de transformação e de outro a da disponibilidade de infraestrutura urbana, ou das cidades. Os processos de verticalização só se instalam nos degraus da hierarquização urbana compatíveis com seus requisitos. Só que a economia não fica esperando que este ou aquele estado, esta ou aquela cidade se prepare para receber os processos de verticalização. Se tiver condições tudo bem, se não, procura outro lugar com vantagens comparativas, ainda que em outro estado ou país. E é o que está acontecendo contra Mato Grosso. É urgente que o estado desenvolva um processo de Planejamento Regional capaz de caracterizar sua rede urbana, identificando seus principais polos nos diversos níveis, de forma a reforçá-los estruturalmente para o desempenho das tarefas de recepção aos investimentos industriais adequados a cada caso. 

     Verticalizar sua economia é o grande desafio de Mato Grosso pois ela está acontecendo fora do estado em um processo inaceitável de exportação da renda e dos empregos de maior qualidade em prejuízo dos mato-grossenses. Estamos perdendo até na manteiga. Contudo, bons ventos sopram. Nos últimos dias aconteceu a volta do gás boliviano, a reativação da Termelétrica e a instalação de uma grande usina de biodiesel em Cuiabá. Mas é preciso mais, ampliar a rede de zonas industriais nos polos do estado apoiadas por um sistema sólido e honesto de estímulos fiscais, reviver a ecovia do Paraguai, internacionalizar de fato o Marechal Rondon, aproximar a ferrovia de todas as regiões do estado reforçando sua espinha-dorsal, a BR-163, e em especial conectando com os trilhos a Região Metropolitana de Cuiabá, sem dúvida a cabeça do sistema urbano de Mato Grosso. Repetindo o artigo anterior, a demora é irrecuperável e condena Mato Grosso a eterno celeiro e seu povo a cidadãos de segunda classe.     

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro licenciado do CAU/MT, acadêmico da AAU/MT e professor aposentado.

A coleção de instantes de Lucinda Persona

Por Eduardo Mahon | O lançamento de um novo livro é desafiador para qualquer escritor que tome a literatura como propósito. A vertigem ganha contornos dramáticos quando o autor já alcançou o reconhecimento público em vida. Admiradores e críticos sempre se pautarão pelas impressões sedimentadas diante do conforto intelectual em palmilhar um estilo conhecido, explorado, amplamente comentado. Por isso mesmo, não raras vezes, os autores fecham-se em preciosismos estéticos, patrulham-se por detalhes insignificantes, flagelam-se com duras autocríticas e, no mais das vezes, evitam novos desafios. Não é o caso de Lucinda Persona, felizmente. A autora desafia a confortável consagração que amealhou nos 25 anos de carreira literária, com prêmios nacionais e regionais, trabalhos acadêmicos sobre a obra poética e centenas de resenhas favoráveis. Lançou “O passo do instante” e mostrou que o invulgar fôlego literário está longe de acabar.

 

Lucinda começa a carreira de forma inaudita. Ao contrário do que costuma divulgar em livros e palestras, “Por Imenso Gosto” (1995) não foi a primeira publicação da carreira como escritora. Em agosto de 1987, o programa Poetas Vivos lançou o libreto “Contratempo”, assinado pela autora. Articulado por João Bosquo Cartola, esse projeto foi patrocinado pela Casa de Cultura, estrutura antecedente à respectiva Secretaria Municipal. Na época, a entidade era coordenada por Terezinha de Jesus Arruda, uma das maiores agitadoras culturais do Estado. Lucinda integrou essa interessante coleção que se compunha de um pequeno encarte de oito páginas no formato de cartão-postal, podendo ser enviado por correio, estratégia de circulação de baixo custo para as circunstâncias editoriais da época.

Bosquo lançou 11 números do encarte, publicando os seguintes autores: Antonio de Pádua e Silva, com “Cuiabá! Cuiabá! Cuiabá!” em abril de 1987, Maria das Graças Campos, com “Os poemas de amor que não perdi” em conjunto com Wilson Garcia de Alencar com “Meninos das praças”, Lucinda Nogueira Persona com “Contratempo”, Cristóvão Miranda Uchôa com “Raio X”, Rômulo Carvalho Netto com “América”, Mário Cézar Leite com “Erótico”, Manoel Rodrigues da Costa com “O pássaro sertanejo”, Etevaldo de Almeida com “Ave Palavra”, Amauri Lobo com “Memória Fragmentária”, Maria de Lourdes com “Lado a lado” e, finalmente, João Bosquo o último publicado com “Da poesia”, na edição de abril de 1988.

Desde então, Lucinda Persona integrou-se no cenário cultural, somando talento à nova geração que nascia da efervescência ligada à Universidade Federal de Mato Grosso. Ainda que não estivesse muito próxima da autointitulada Geração Coxipó – estudantes da UFMT que tentavam uma alternativa para a cultura centralizadora e elitista da capital – Persona foi, desde o início, reconhecida pelo heterogêneo grupo como uma espécie de “musa”, eleita no lugar de Tereza Albuês que passou a morar em Nova Iorque e faleceu prematuramente em 2005. Por isso mesmo, Wander Antunes a convocava a participar da Revista Vôte! e da Estação Leitura e, depois, Juliano Moreno também a quis na equipe de Fagulha e no projeto Palavra Viva. A presença de Lucinda Persona (e de Ricardo Guilherme Dicke) passou a dar lastro às publicações, uma espécie de selo de qualidade e de prestígio.

Na década de 90, nossa musa apareceu na capa de um importante publicação da Editora Entrelinhas “Fragmentos da Alma Mato-grossense”, no topo de uma nova geração que estava representada conjuntamente por Ivens Cuiabano Scaff e R.G. Dicke. No topo, a trinca pretérita “Manoel de Barros, Silva Freire e Wlademir Dias-Pino. Na virada dos anos 2000, integrou a equipe da obra “Na Margem Esquerda do Rio”, organizada por Juliano Moreno e Mário Cézar Silva Leite. Na orelha do livro, Icleia Rodrigues de Lima e Gomes usa-se dos conceitos antropológicos de Maffesoli para perceber o sentido “tribal” daquele novo grupo que gravitava em torno de uma pauta estética modernizadora e um conteúdo político defensivista da ótica regional. Consolidava-se, com “Na Margem Esquerda do Rio” um coletivo literário que estava rascunhado desde meados da década de 80.

Lucinda Persona foi uma das muitas intelectuais forjadas no cadinho da UFMT que se constituiu o grande eixo formador da intelectualidade mato-grossense, a partir dos anos 70. Por isso mesmo, ao lançar o primeiro livro pela Massao Ohno – Por imenso gosto – já estava acolhida e reconhecida. A razão para resenhas encomiásticas era evidente: a poesia de Persona, apresentada pela multipremiada Olga Savary, era o que havia de mais contemporâneo. Se Manoel de Barros colocou o cenário sertanejo mato-grossense em relevo, se Ricardo Guilherme Dicke criou mitos próprios a partir deste mesmo cenário, Lucinda Nogueira Persona não seguiu a esperada reescritura de ordem geográfica. Muito ao contrário: o sertão da autora tem outro cariz. A aridez, a solidão, a bravura, o combate, a vitória e a derrota, todos valores inerentes à literatura sertaneja, não se encontram na paisagem do cerrado. Lucinda gira o eixo temático para o grotão insondável da intimidade doméstica, onde o comum é metaforizado.

Manoel de Barros transforma a simplicidade, mas o faz com base em estratégias diferentes. O prosaico manoelino é tratado com foros de fantástico e/ou de lúdico, estranhamento típico da literatura contemporânea, que se vale de lunetas e de microscópios em hipérboles figurativas. O sertão-desumano de José Américo de Almeida, o sertão-solidão de Graciliano Ramos, sertão-universal de Guimarães Rosa, é transplantado para a poesia de Barros, grafado com deliberada ingenuidade e delicadeza, também abordado por Dicke nas inúmeras travessias de seus endurecidos personagens. Portanto, Manoel de Barros e Ricardo Guilherme Dicke persistiram na obsessão descritiva e definidora do que seja “o sertão”, retratando as periferias brasileiras ignoradas ou subordinadas, seja pelo viés lúdico, seja pela denúncia social. E Lucinda Persona, o que propõe?

A escritora, mesmo tangenciando na obra a realidade geográfica, mas não faz da paisagem a tônica central da produção literária. Desvencilhada do compromisso recorrente de definir o próprio local, palmilha o enorme sertão interior. Era de se esperar o imediato reconhecimento não só por caminhar fora dos trilhos do cânone mato-grossense, como não se amoldar à forte influência da geração com a qual chegou a conviver de perto. Persona também não cedeu à negociação comum que escritoras faziam com a estética romântica, a fim de angariar aceitação nos círculos tradicionais da cultura mato-grossense. Portanto, a produção da escritora não se volta ao cíclico realismo brasileiro, não comunga do imaginário da terra, não se filia nem mesmo às pautas políticas da própria geração.

As referências de Lucinda Persona provam que a escritora mira alto. A citação de Sophia de Mello Breyner Andresen na epígrafe evidencia a inclinação da poética de Persona, somando-se ao prosaico de Drummond e o decadentismo de Ferreira Gullar. Se Andresen usa o mar como estratégia para tratar da solidão, se Drummond faz da memória e do quotidiano a matéria-prima para cantar a realidade brasileira, se Gullar fixa obsessivamente as frutas apodrecidas como sinal de decadência corporal, política e social, Lucinda Persona vai buscar na biologia recursos para sua expressão singular. São conjuntos temáticos que envolvem (1) vegetais que se transformam em comida, (2) animais que emprestam suas qualidades aos humanos e (3) a intimidade e o quotidiano doméstico, este último viés muito ao sabor da poética de Manoel Bandeira e de Clarice Lispector.

O universo imaginário de Lucinda Persona é, quase sempre, dedicado à ausência. O desproposital passar das horas, a interminável sucessão de poentes, a atomização existencial perdida na faina diária, a reiterada solidão-a-dois plasmada na casa vazia, no silêncio das refeições, no despertar preguiçoso e no adormecer emudecido, todo o conjunto da obra de Persona almeja capturar o tempo e encontrar nele uma motivação, propósito frustrado pelo abismo de ausência. Esse hiato provoca a transformação física expressada no corpo, nas mãos e, sobretudo, no jogo de espelhos que se faz recorrente nos livros da escritora. A ausência não significa necessariamente solidão. Evidencia-se, inclusive, na dedicação integral ao companheiro a entrega ao passar do tempo, ritual em que, juntos, vão contabilizando a sucessão de instantes inócuos entre goles de chá, colheradas de sopa, pedaços de pão. No máximo, o que se vê em Persona é um vazio diferente das convenções literárias, uma solidão amorosa com incondicional resignação.

Devo encerrar essa breve resenha e, para tanto, retorno à obsessão mais notória de Lucinda – a abordagem biológica como veículo metafórico. Entre hortaliças e frutas, ovos mexidos e sopas, o deglutir é o paradigma simbólico da autora. O movimento muscular da deglutição é o mesmo usado para falar ou para soluçar de dor, porque é pela garganta que passam os alimentos, o sabor e o dissabor da vida. Esse “engolir” metaforizado rememora ao mítico Cronos que devorava os próprios filhos, a refletir a força deletéria e inexorável do tempo que a tudo traga, mastiga e consome. A nossa musa desafia e vence o tempo bravamente, em cada poema, em cada livro. Vencer o tempo é, no fundo, entregar-se a ele. Por isso mesmo, não é coincidência o fato da escritora ter iniciado a carreira com “Contratempo” e chegar agora com “O passo do instante”. A maturidade é o preço e o prêmio de Lucinda Persona.

Eduardo Mahon é escritor e estudioso de literatura.

Fonte: A coleção de instantes de Lucinda Persona

Pareço Tolo, mas não sou tolo… totalmente

Pareço um tolo, às vezes. Prefiro parecer, que ser tolo. Não gosto de fazer ninguém de tolo. Detesto quando tentam me fazer de tolo. A tolice às vezes é resultado de nossa ignorância. E eu sou ignorante em dezenas, centenas, milhares de coisas. Mas uma coisa aprendi, em mais de 40 anos de eleições, sempre se deve votar com nossas convicções mais íntimas.

Minhas convicções são que podemos formar uma sociedade mais justa, mais solidária, menos desigual. Esse sentimento nasceu em mim quando morei sozinho numa outra cidade, oposta da calorenta Cuiabá, e via no inverno frio ao relento pessoas com cobertores de papelão. Isso impactou na minha tentativa de ser poeta e escrevi versos engajados com a realidade social, aliado, claro, algumas leituras na minha fase adolescente à adulta. Alguns livros impactaram, outros se perderam, foram para o sebo.

Hoje, por conta da filosofia cristã, do modelo econômico proposto por Cristo, chego a rir dos tolos que se revoltam com a proposta ‘comunista’, ‘socialista’.

As lições econômicas do Cristo nos Evangelhos são tão nítidas e não conseguimos assimilar. A primeira lição e mais clara entre todas é a que manda “dar a César o que é de Cesar”.

Somos tão crentes que somos donos do “nosso dinheiro”, que nos revoltamos com a forma que o governo gasta os recursos e por isso “somos contra a corrupção”.

Ao tornarmos ativistas do combate à corrupção nos tornamos presas fáceis desse discurso proferido pelas bocas hipócritas dos corruptos.

Pura tolice. Recuso-me, portanto, a falar as outras lições econômicas do Evangelho.

Não fico, porém, indignado com a tolice alheia, mas tento ajudar na sua superação. Daí o debate sobre política.

Um dos meios, o melhor, mais fácil de superarmos a enorme, gigantesca desigualdade que o Brasil vive é pela política, elegendo aqueles que vão buscar reduzir essa desigualdade.

Depois da redemocratização, os partidos que mostraram disposição para lutar contra essa desigualdade foram o PDT, de Leonel Brizola, e o PT depois da década de 90 do século passado.

O PT hoje é único, único partido que temos. O PSDB que fazia companhia está se desmilinguindo. Os demais são projetos de partidos, enquanto outra dezena são apenas legendas, onde hoje se inclui o MDB. No entanto a mídia continua nessa insana luta de exterminar o PT. É um projeto maior que nos quer apartados, longe da luta politica partidária, fazendo nos acreditar que a luta política é corrupta e só pode ser praticada por corruptos.

Não. A política é sadia, embora tenha corruptos, como corruptos há em todos os segmentos da sociedade, como nos informa todos os momentos os telejornais, a mídia, enfim, mas só são enfatizados os políticos. Esse ódio à política/políticos nos levou para este triste momento que o Brasil viverá.

Editorial da Revista Pixé

Por Eduardo Mahon | Parece que o brado antropofágico de Oswald de Andrade não foi forte o suficiente para acabar com a literatura de salão, essa viscosa sensaboria que emula o passado. Os escritores menores, incapazes de inovar e parir uma obra de fôlego, sobrevivem da memória alheia e de macaquear o que os outros fizeram. O prestígio da tradição é manipulado sem cerimônia a fim de chancelar a obra presente. Como se identificam tais tipos? Elementar! Antes de abrir um livro ruim, é possível sabê-lo com dois dedos de prosa com o escritor. No papo, é possível ouvir as máximas da mediocridade: a literatura tem a função de… aí está a chave, ou melhor, o chavão. A frase será sempre completada com algum clichê. Em geral, a arte é usada como justificativa para alguma coisa – da mais pueril noção de beleza à tormentosa revolução social. Não importa qdo ual seja a pauta que queiram empurrar goela abaixo da literatura, interessa apenas que um escritor ruim terá sempre uma boa justificativa para escrever mal.

Queremos dar o caminho das pedras. Um curso rápido para descobrir esses fanfarrões. Basta seguir as pistas deixadas aqui e ali. Acontece em todas as profissões: o enorme anel de rubi na mão direita do jurista, o estetoscópio enrolado no pescoço do médico, o capacete que abafa a cabeça do engenheiro, a constelação de estrelas nos ombros dos militares, enfim, o arsenal simbólico da autoridade. Pois são justamente os piores a exigir silêncio e reverência – “me chame de doutor” – pedem aos cerimoniais. É que, à míngua de talento, o argumento de autoridade é invocado como compensação. Por isso, os símbolos são tão caros ao escritor medíocre. Nas apresentações, o sapo apresenta um curriculum enorme, tão grande quanto desimportante. Repare bem: os adereços curriculares pesam nas orelhas dos livros. Medalhas e distinções de toda a ordem adornam a obra medíocre porque o suporte simbólico é indispensável para granjear algum respeito. Quanto mais curriculum, menos talento. É batata!

No mais das vezes, é comum encontrar – logo abaixo do nome do escritor – a que instituição pertence. Eis aí o suprassumo da mediocridade. O sequestrador de símbolos chega a gritar – “Hei! Olhem pra mim! Faço parte dessa entidade. Portanto, devo ser respeitado”. O leitor atento e o crítico experimentado conseguem sacar esse botox editorial para turbinar um livro. A edição fica siliconada com apresentações, prefácios e posfácios, mas não engana ninguém. E não adianta mendigar comentários favoráveis – quem pauta o fazer artístico no moralismo ou no utilitarismo usa-se da justificativa ideológica para autoproclamar-se escritor. Os sapos de sempre continuam nas lagoas acadêmicas repetindo o monótono coaxar – Sou poeta! Sou poeta! Sou poeta! Não, caros leitores, a poesia nunca foi a praia dessa saparia.

É por isso que Oswald errou redondamente ao acreditar que o parnasianismo havia morrido com a Semana de 22. Ao contrário do que pensava o autor de Serafim Ponte Grande, o velho time das les belles letres sobrevive do prestígio institucional que confere entidades literárias certificadoras. Pelos salões abarrotados de vazio, saraus de poemas desimportantes são organizados ao som do mal executado Chopin com a triste Waltz Op. 69. Não há ninguém ali que não seja espectro literário passado. Adeus! – é o que prometem os sapos a cada encontro. Mas persistem os rebuscados anfíbios a coaxar de uns para outros citações antigas e sem sentido, fazendo questão de exibir menções honrosas em colunas sociais. Até quando conviveremos com literatos sem livros? Até quando as letras carecerão de literatura? Até quando bula de remédio e manual previdenciário serão tomadas por literatura? Não há de ser nada. Cada edição da Revista Pixé vem temperada com sal a gosto. Os sapos que se cuidem!

Quando Estive na Espanha com João Cabral

Quando, num sonho, viajei pela Espanha
para conhecer João Cabral de Melo Neto,
poeta Pernambuco, Severino, Recife,
constatei que o sonho era coisa estranha

Estranhei que as parlendas espanholas
não tinham rimas, nem quebra-línguas,
menos ainda histórias de toureiros
em arenas sangrentas de saciar gritos

Eufóricos gritos da plateia inusitada
queriam a poesia e o poeta cabralinos
para um fim de tarde inesperado…

Tudo no sonho, bom que se diga, vale
como enredo de um poema bem dito
todavia não consegue se fixar no papel.

Alguém precisa conter Eduardo Mahon

Por João Bosquo | Hoje às 19h30 horas no foyer do Teatro Universitário da UFMT acontece o lançamento do livro “A gente era obrigada a ser feliz”, o décimo quarto livro do escritor poeta, contista, romancista, polemista e acadêmico Eduardo Mahon.

Quatorze livros no curto espaço de tempo de 7 anos. Isso mesmo, sete anos, dando uma média de dois livros por ano. Ninguém em Mato Grosso (talvez Brasil) produziu tanto quanto Eduardo Mahon. O que impressiona mais é que ele não deixou de trabalhar no seu escritório de advocacia, um dos mais procurados; ou ministrar aulas, sem esquecer dos lançamentos, alguns em verdadeiras maratonas como foi o caso do livro “Contos Estranhos”, de 2017.

Eduardo Mahon e caravana em Sinop durante o lançamento do livro Contos Estranhos

Outro detalhe importante, dos 14 livros, nove são de prosa: contos, novela e cinco romances: “O Cambista”, romance, (2014), “O Fantástico Encontro de Paul Zimmermann”, romance, (2016),  “Contos Estranhos” (2017), do qual poderia separar a novela (pelo critério de páginas, menos de 200 páginas) “O Homem do País que não Existe”; “O homem binário”, romance, datado também como 2017, mas lançado em 2018, junto o livro “Alegria”, romance, também numa maratona de lançamentos em diversas cidades, inclusive fora de Mato Grosso e exterior. Por último o livro “Azul de Fevereiro”, contos, dentro da Coleção Carandá, (2018), e Eduardo Mahon abre o outono com o lançamento deste romance, segundo leio no folder, de fundo histórico.

Porque digo que alguém precisa conter Eduardo Mahon?  Sou sincero. Gosto de ler de forma lenta, com os olhos acompanhado par-e-passo todas as letras de uma linha num livro. Mudo um pouco, quando estou enfrente a tela do computador, mas não livro, não tem jeito, é hábito terrível que não espero mudar agora depois de meia dúzia de décadas dessa prática. Nesse ritmo de produção não conseguirei acompanhar. Vejamos.

Li “O Cambista”, por uma necessidade de fazer a resenha quando do lançamento, além da entrevista com o autor em 2014, quando do lançamento. A leitura de “O Fantástico Encontro de Paul Zimmermann” aconteceu ainda nos originais que meu obrigou a escrever um texto, na verdade uma resenha, que o autor usou como posfácio, junto com o texto de Aclyse de Mattos.

Segue o lançamento de “Contos Estranhos”, que acompanho os lançamentos e faço algumas matérias para o DC Ilustrado, quando lá militava.

Quando cheguei na leitura da novela (para mim uma novela e não um conto) “O Homem do País que não Existe” aconteceram uma série de problemas que não consegui terminar e depois de vários reinícios conclui a leitura no meio do ano passado, quando já tinha acontecido os outros lançamentos e coloquei o “O Homem Binário” na agenda de leitura, que será seguindo de  “Alegria” e – em meio a isso – “Agnus Dei – No mar de água doce”, de Rui Matos,  “As intermitências da água”, de Fernando Gil Paiva Martins, um dos contemplados do Prêmio MT de Literatura; “A Flor do Ingá”, de Luiz Renato, “Um pé de verso… Outro de cantiga”, de Milton Guapo, para quem devo uma resenha; livros da história recente de nosso país: “Afundação Roberto Marinho”, de Roméro Machado, “Jogo Duro”, de Mario Garnero. Não entram aqui os livros de poesias, pois a leitura é diferenciada, nunca de uma tacada só.

O romance “A gente era obrigada a ser feliz”, apesar de minha curiosidade (confesso, sou fã de Chico Buarque) não vai furar a fila, mas posso dizer o que está escrito no fôlder, que trata-se de um romance que conta 50 anos de história do Brasil, com agitação, golpes, sob a ótica de um negro favelado, que consegue emprego como cavalariço num quartel.

Se “O Cambista” a história acontece num possível país do leste Europeu, “O Fantástico Encontro de Paul Zimmermann”, num cenário também indefinido, enquanto “O Homem Binário” é futurista, num “tempo insólito”, como se expressa Marília Beatriz, na orelha do livro. A novela “O Homem do País que não Existe”, não preciso nem dizer, o país não existe. O romance lançado hoje, portanto, se passa no território nacional.

Além do lançamento acontece a peça “Progresso”, com Ivan Belém e direção de Luiz Marchetti e texto… De Eduardo Mahon. Sim, tava esquecendo, além dos romances, contos e poemas ele escreveu roteiros e agora esta peça que será encenada no Teatro da UFMT.

Prefeitura divulga os contemplados pelo Edital Cuiabá 300 que irá investir em projetos culturais

Por João Bosquo | A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Conselho Municipal de Cultura de Cuiabá, divulga na próxima segunda feira, 11, a lista dos Projetos Culturais classificados no Edital Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura. A relação dos nomes dos contemplados  está na edição desta sexta, 08, do Diário Oficial de Contas Tribunal de Contas de Mato Grosso.

A lista dos Projetos Culturais classificados nos segmentos “audiovisual, patrimônio, cultura popular, folclore e artesanato; artes cênicas; música, artes visuais e literatura” segue abaixo com o nome do artista e do projeto. No DO do TC poderá encontrar mais detalhes como o valor de cada projeto.

SEGMENTO AUDIOVISUAL

Os autores dos projetos aprovados foram de Isabela Ferreira da Silva, com Maria Taquara; Yuri Tadeu Daltro Caseiro, com o projeto Do Outro Lado Caseiro; Felippy Willy das Neves Damian, com Pardal;  e Marcia Cristina de Oliveira, com o projeto Cuiabá 300 anos: Memórias, Narrativas e Tradições.

SEGMENTO PATRIMÔNIO

Os contemplados foram Silvano da Silva Siqueira, com o proejto Todos pelo MISC; Reginaldo da Silva Gomes, com PaCuiabá300 anos;  Rafaela Alves de Faria, com o projeto de Conservação de Acervo Fotográfico do MISC.

SEGMENTO CULTURA POPULAR, FOLCLORE E ARTESANATO

O cururueiro Alcides Ribeiro dos Santos vai realizar uma Oficina de Confecção de Viola de Cocho; a Associação Cultural Flor Ribeirinha, apresenta o projeto “Quintal da Domingas nos 300 Anos; enquanto a Associação do Grupo de Siriri Flor de Atalaia, foi contemplado pelo projeto Siriri Tradição e Arte nos 300 Anos de Cuiabá;  Solange Mara vai desenvolver o projeto Danças Circulares: Movimentos que Ampliam e Potencializam a Cultura; Sebastião do Nascimento desenvolve o Projeto de Manutenção do Grupo Flor do Campo; Lindisey Catarina de Sá, com o projeto Em Cada Canto, Basta Olhar, Há Nosso Canto; Beatriz Amaro de Jesus, com o projeto Pérola Negra Guaritere; Associação   Grupo   de   Cururu   Tradição Cuiabana do Coxipó o projeto Ispia Aí – O Siriri e Cururu dos 300 anos.

SEGMENTO ARTES CÊNICAS

Os contemplados foram Matheus Felipe Oliveira Santos, com o Espetáculo Bailando Cuiabá 300 Anos; Everton Santos de Brito, com Quintal na Praça! Circulação do Espetáculo de Teatro Musical “No Quintal, o Mundo!; Hozana Almeida de Lima, com Circolando: Curso de Formação Circense; Rogério Santana Magalhães, com o projeto Produção e Difusão do   Espetáculo “Senti…”, do Grupo Variações de Artes; Naiane Silva Gonçalves, com o projeto Mãe; Luiz Geraldo Narchetti, com o projeto Artes em Residência, Manoel de Jesus de Souza Vieira, com o projeto O Levante em Cena – Ocupação 300 Anos.

SEGMENTO MÚSICA

Teremos a volta da Rua do Rasqueado, agora – Cuiabá 300 Ano, do compositor e pesquisador Milton Pereira de Pinho, o nosso Guapo Os demais contemplados são: Enio Marcelo Castilho,  com Show Musical – Edimilson Maciel em Terra Brasilis Convida Divino Arbués; Joaquim Costa Silva, com Kinyou Mega Show; Lourival Valério de Faria, com Carnaval dos 300 – Sempre Vivinha; Ligia da Silva Viana, com Hip Hop Contemporâneo – 300 Anos; Tomaz Flaviano da Silva, projeto de Gravação  do 2º CD do   Grupo   de   Cururu  Tradição Cuiabana do Coxipó, e João Pedro Ferreira, com o projeto Seletiva Municipal de MC – Batalha de Rima.

SEGMENTO ARTES VISUAIS

Os contemplados foram Amanda do Nascimento Gama, com o Curso   de   História   da   Arte   com   Aline Figueiredo; Linalva Alves de Souza, com a Festa do Sol, Dias Azuis; Lucrécia Dilda,  com Se Há UJma Pedra, Pinte; Pedro Paulo Thame Guimarães, Apoio a Publicação de Fotolivro; Fred Gustavo da Silva, com Cuiabanato – 300 Retratos de Tchapa e Cruz; Mari Gema Fontelles de La Cruz, com o projeto Porto Kyvaverá – Cartografia afetiva de um território marginal; Nilton Amorim de Carvalho, com a Exposição Fotográfica Mato-grossense; Grasiela Pereira Pinho, Cuiabá 300 Cores;  José Luiz Franco Medeiros, com o Festival 300 – É com Mandioca; Maria Irigaray, com a Exposição Histórica Irigaray  Arte Ikuiapa; André Eduardo de Andrade Silva, com Rota em Movimento – Street Art Cuiabá.

SEGMENTO LITERATURA

Os contemplados foram Angela Mastella Coradini, com o “…Já não Podem ser Amanhã; Andreza Silva Pereira, com o livro Aguá não tem Galho;  a poeta Divanize Carbonieri, com o Passagem Estreita; Eliete Borges Lopes, com Passo Meu Ex-Passo; Ernesto Cerveira de Sena, com 300 Anos de Cuiabá   –   Múltiplas Perspectivas; Jander Ruela Pereira, com Nonô Farol Baixo, Rio Acima,  Rio Abaixo; Márcio Benedito de Silva Mendes, com Uma Janela Espia –Um Outro Lado da Sua Mente; Karla Cristina Vecchia de Souza, com o projeto Slam Xero de Xita; Rosemar Eurico Coenga, com Ikuiapá na Boca do Pari; Suely Cristina Lopes de Siqueira, com A Cuiabá que o Cerrado Verde; e Alice de Oliveira, com o projeto 3º Contos do Mato – Arena Literária 300 Anos, numa ação coletiva.

A prefeitura de Cuiabá também anuncia a prorrogação da data limite para acolhimento de recurso até dia 13 de fevereiro de 2019

Source: Diário Eletrônico de Contas – diario_oficial_eletronico_1546.pdf

“Afundação II”: um livro que narra parte das histórias de corrupção das Organizações Globo

A Alma Brasileira não pode ser o que a Rede Globo determinar. Somos maiores que Globo e precisamos sobreviver à ela.

><>Acaba de chegar em minhas mãos um exemplar do livro Afundação II – Uma biografia da corrupção“, de Roméro da Costa Machado, um presente meu para mim mesmo. O exemplar da Afundação I está a caminho por outra livraria, todas filiadas a plataforma Estante Virtual.

Estou escrevendo sem ler o livro todo. Li e reli o “Esclarecimentos Necessários”, no qual o autor relata as desventuras do primeiro livro, AFundação Roberto Marinho, ou “Afundação I”, editado pela editora gaúcha Tchê, que fez uma série de modificações, mudanças de sequencias de capítulos e inclusão de textos, como uma citação envolvendo três personagens: Ronald Levinghson, Mario Garnero e Delfim Netto, “como sendo farinha do mesmo saco”, como escreve o autor.

Roméro Machado conta que foi procurado, assim que saiu a primeira edição, por Mário Garnero que “de maneira gentil e elegante instigou o autor a pesquisar, com detalhes, ‘como’, ‘por que’ e ‘quem’ o havia transformado em grande vilão”.

O autor acabou checando à Rede Globo. E faz um rápido resumo do livro “Jogo Duro”, escrito por Mário Garnero, no qual narra a VENDA da NEC para Roberto Marinho. É assustador. Depois a NEC será salva por Eduardo Cunha, no governo Collor, mas aí é outra história.

A entrega da NEC de Mário Garnero para Roberto Marinho é roteiro de filme de máfia. Assustador.

Pois bem. Esse pequeno trecho dos “Esclarecimentos Necessários” me faz agora um “torcedor” contra o impeachment de Jair Bolsonaro.

Olhando friamente o agora, a realidade política, posso dizer. O Brasil suporta quatro anos de Jair Bolsonaro. Afinal passamos por José Sarney, quando faltou até comida nos supermercados, carne nos açougues e estamos aqui.

Se no entanto Jair Bolsonaro sair, for obrigado a pedir o boné, ser impedido e a Rede Globo continuar de pouco o nada vale. O problema do Brasil hoje, agora, é a Rede Globo.

A Globo mudou a legislação trabalhista para não mais pagar milionárias ações a ex-colaboradores que entraram com reclamações trabalhistas a partir da década de 70, com Cláudio Cavalcanti, e ao longo dos anos 80, 90 e 2000, entre outros reclamações milionárias como de Carolina Ferraz e por último de Maitê Proença.

E os governos do PT eram mal vistos pela família Marinho, entre outros motivos, porque não queriam mexer na legislação trabalhista. Lula queria mexer no calendário do Brasileirão.

É muita coisa.

Entre aspas: Guedes tem pronta MP que revê regras da Previdência e economiza R$ 50 bi

><> Estamos na roça! Quando Joaquim Levy encaminhou as medidas para economizar R$ 20 bilhões foi o ‘maior escândalo’ e a midiazona (leia-se Organizações Globo) começou a preparar o golpe que culminaria com a queda de Dilma.

Quanto a sonegação, ninguém fala nada.

Já que é um governo que vai combater a corrupção, poderia começar combatendo a sonegação, que hoje, no segundo dia de 2019, segundo SINPROFAZ – Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, já são mais de R$ 3 bilhões de impostos.

Se os impostos fossem cobrados de forma direta, como nos EUA e Coreia do Sul, no cartão de débito, em dois meses o governo já teria esse montante de R$ 50 bilhões. Mas ao invés disso irá cortar benefícios de pobres para acabar com a corrupção.

Source: Guedes tem pronta MP que revê regras da Previdência e economiza R$ 50 bi – 02/01/2019 – Mercado – Folha

Em discurso histórico, Roberto Requião, senador pelo Paraná, dá nome aos traidores da Pátria neste duro momento que vivemos

Por Roberto Requião | Lava Jato, trair a Pátria não é crime? Vender o país não é corrupção?

O juiz Sérgio Moro sabe; o procurador Deltan Dallagnol tem plena ciência. Fui, neste plenário, o primeiro senador a apoiar e a conclamar o apoio à Operação Lava Jato. Assim como fui o primeiro a fazer reparos aos seus equívocos e excessos.

Mas, sobretudo, desde o início, apontei a falta de compromisso da Operação, de seus principais operadores, com o país. Dizia que o combate à corrupção descolado da realidade dos fatos da política e da economia do país era inútil e enganoso.

E por que a Lava Jato se apartou, distanciou-se dos fatos da política e da economia do Brasil?

Porque a Lava Jato acabou presa, imobilizada por sua própria obsessão; obsessão que toldou, empanou os olhos e a compreensão dos heróis da operação ao ponto de eles não despertarem e nem reagirem à pilhagem criminosa, desavergonhada do país.

Querem um exemplo assombroso, sinistro dessa fuga da realidade?

Nunca aconteceu na história do Brasil de um presidente ser denunciado por corrupção durante o exercício do mandato. Não apenas ele. Todo o entorno foi indigitado e denunciado. Mas nunca um presidente da República desbaratou o patrimônio nacional de forma tão açodada, irresponsável e suspeita, como essa Presidência denunciada por corrupção.

Vejam. Só no último o leilão do petróleo, esse governo de denunciado como corrupto, abriu mão de um trilhão de reais de receitas.

Um trilhão, Moro!
Um trilhão, Dallagnoll!
Um trilhão, Polícia Federal!
Um trilhão, PGR!
Um trilhão, Supremo, STJ, Tribunais Federais, Conselhos do Ministério Público e da Justiça.
Um trilhão, brava gente da OAB!

Um trilhão de isenções graciosamente cedidas às maiores e mais ricas empresas do planeta Terra. Injustificadamente. Sem qualquer amparo em dados econômicos, em projeções de investimentos, em retorno de investimentos. Sem o apoio de estudos sérios, confiáveis.

Continue lendo “Em discurso histórico, Roberto Requião, senador pelo Paraná, dá nome aos traidores da Pátria neste duro momento que vivemos”

Entre Aspas: Em Paris, Ciro Gomes diz que está ‘muito cansado’ e que o Brasil ‘está doente’

Em Paris, Ciro Gomes diz que está ‘muito cansado’ e que o Brasil ‘está doente’ O pedetista foi questionado por uma brasileira enquanto andava de metrô na capital francesa O pedetista Ciro Gomes – Edmar Soares/AP   22.out.2018 às 2h00 Diminuir fonte Aumentar fonte Ciro Gomes andava tranquilo na sexta (19) com a mulher, Gisele, na estação Chatelet do metrô de Paris —até se encontrar com uma brasileira, Érika Campelo. Diretora de uma associação cultural, ela é contra a eleição de Jair Bolsonaro (PSL)

Source: Em Paris, Ciro Gomes diz que está ‘muito cansado’ e que o Brasil ‘está doente’ – 22/10/2018 – Mônica Bergamo – Folha

><>Em tempos passados votei duas vezes em Ciro, sendo uma vez após aquela desastrada declaração sobre a ‘função da mulher’ em seu futuro governo.

Acho o Ciro inteligente, sagaz, inclusive preparado para governar o país. Mas hoje acho que o Ciro é um vacilão. Vacila ao fugir do embate final, para até se qualificar numa futura eleição.

Ciro, inteligente, não foi capaz, por exemplo – por ocupar um cargozinho, no governo Lula,de perceber a necessidade de se expor politicamente com o discurso diverso do próprio PT, e não disputou a eleição na releição de Lula.

Ele teria que ir para o embate – usando as mesmas estratégias do Lula, disputar, disputar até uma hora dar certo.

Esse vácuo de três eleições (uma na reeleição de Lula, eleição e reeleição de Dilma) na minha modesta visão foi o combustível que faltou para esta eleição para quem não tem uma máquina partidária (outro caso para se pensar. A Marina criou a sua própria legenda).

O “estamos cansados” de Ciro Gomes também é uma confissão de covardia.

Lamento pelo fim político melancólico de Ciro. Termina sem estatura nenhuma.

Luiz Inácio Lula da Silva: Afaste de mim este cale-se

Por Luiz Inácio Lula da Silva | Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado. Continue lendo “Luiz Inácio Lula da Silva: Afaste de mim este cale-se”

Entre Aspas: O surpreendente depoimento do ex-governador Silval Barbosa no qual relata as ‘exigências’ dos membros do TCE/MT para deixar as obras da Copa 2014 serem executadas

><> | Os conselheiros Antônio Joaquim, Valter Albano, José Carlos Novelli, Waldir Teis e Sérgio Ricardo, por conta da denuncia de SB estão afastados pelo STF.

O que nos surpreende, na lista de acusados de extorsão, é a inclusão do nome de Valter Albano, ex-secretário de Educação de Administração, de Educação e Fazenda (governos Dante de Oliveira), período no qual entrevistei diversas vezes e teve como assessora de imprensa a jornalista Dora Lemes, que nos dava a convicção de que ela não estava assessorando um corrupto.

Valter Albano diz NÃO. Silval Barbosa não pode mentir em sua delação. Deixo, portanto, minhas barbas de molho.

Eis a matéria assinada pelo jornalista Pablo Rodrigo, repórter do GD. Abre aspas:

Silval diz que relatórios do TCE na Copa foram usados para chantagem

O ex-governador Silval Barbosa voltou a denunciar os 5 conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de extorsão. Durante depoimento à Justiça Federal, o ex-gestor disse que a maioria dos relatórios das obras da Copa produzidos pela Corte de Contas tinha cunho de pressioná-lo para ceder a supostas chantagens.

“Só eu sei o que passei de chantagem, de extorsão, pra realizar essas obras da Copa aqui e todas. Esses 5 conselheiros me extorquiram enquanto eu não fiz um acordo pra eles deixarem eu tocar todos os programas”, disse Silval durante seu depoimento.

“E quando eu atrasei chegaram a suspender obr- veja vídeoas do MT Integrado. Está em minha colaboração. Então era uma coisa horrível, podre. Por isso hoje eu me sinto confortável em estar colaborando com a Justiça para ver se isso acaba”.

O ex-governador também explicou que só cedeu às pressões dos conselheiros por conta do acordo que o Estado tinha com a Fifa para receber os 4 jogos da Copa do Mundo de 2014. “Numa gestão normal, se você vir pressionar hoje aqui vocês conseguem empurrar, dizer não ou não ceder pressões”, afirmou.

Os conselheiros do TCE foram acusados pelo ex-governador Silval Barbosa de terem recebido R$ 53 milhões de propina em troca da autorização da Corte de Contas para o governo dar continuidade nas obras da Copa do Mundo e da aprovação das contas do último ano de governo de Silval Barbosa.

Dentre os conselheiros que foram citados por Silval, estão o ex-deputado Sérgio Ricardo (que já estava afastado do TCE), José Carlos Novelli, Antonio Joaquim, Valter Albano e Waldir Teis.

O afastamento foi terminado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) na 12ª fase da Operação Ararath, denominada Malebolge, e que foi deflagrada no dia 14 de setembro do ano passado.

Todos os conselheiros afastados negam as acusações.

Veja vídeo:

Entre aspas: Blairo Maggi, que se tornou ministro após o golpe, será julgado pela Justiça de MT no caso da compra de vagas no TCE-MT, assim decide o STF 

1ª Turma do STF decide que ministros só terão foro para supostos crimes cometidos no cargo – Notícias – Política

Felipe Amorim
Do UOL, em Brasília

A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (12) que ministros de Estado só poderão ser julgados na própria Corte por supostos crimes cometidos durante o mandato atual e relacionados à gestão. A decisão foi tomada durante julgamento que tirou do STF e mandou para a primeira instância da Justiça do Mato Grosso um inquérito contra o ministro Blairo Maggi (PP). Ele é senador e está licenciado do cargo para chefiar a pasta da Agricultura.

Os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello votaram por enviar o inquérito para a primeira instância. Apenas o ministro Alexandre de Moraes foi favorável ao envio para o STJ.

A decisão representa um precedente na restrição do foro, mas por ser tomada em turma, e não no plenário, não está claro se a nova regra deverá ser aplicada automaticamente a todos os casos semelhantes. A 2ª Turma costuma adotar decisões diferentes da 1ª em outros temas processuais, como por exemplo a aplicação da pena de prisão para parlamentares

A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Maggi por suspeitas de ter participado de um esquema de compra e venda de vagas no TCE-MT (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso), em 2009, quando ele era governador do Estado. O conselheiro do TCE-MT Sérgio Ricardo de Almeida também foi denunciado pela Procuradoria nesse processo.

Esta é a primeira vez que uma decisão do STF aplica a nova regra do foro privilegiado para um ministro de Estado e para um conselheiro de Tribunal de Contas. Em maio o plenário do Supremo decidiu restringir o alcance do foro para deputados federais e senadores. Com a decisão, só deveriam permanecer julgados no STF crimes cometidos pelos parlamentares durante o mandato e que possuíssem relação com o cargo.

A decisão de maio da Corte não fez referência ao caso de ministros de Estado, também protegidos pelo foro no Supremo, nem a conselheiros de tribunais de contas, que têm foro no STJ. A PGR então pediu, no inquérito contra Blairo Maggi, que a restrição do foro também fosse aplicada a parlamentares licenciados para ocupar o cargo de ministro.

Source: 1ª Turma do STF decide que ministros só terão foro para supostos crimes cometidos no cargo – Notícias – Política

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Entre aspas: Virou bagunça, sem dúvida nenhuma, e governo do Estado vira joguete nas mãos dos outros poderes

A Gazeta Digital traz duas informações que são no mínimo contraditória e mais, mostram como que as coisas estão totalmente fora do controle, feito casa da mãe joana, que ninguém sabe quem manda no governo.

A lógica diz que quem manda é o governador eleito, Pedro Taques, que é quem sabe a quantas anda os cofres público, pois é quem recebe os impostos e gerencia o orçamento.

O governo deixou de repassar o duodécimo da Defensoria Pública.

Pois bem, a defensoria pública vai receber os duodécimos atrasados conforme determinação da ministra Rosa Weber:

Aspas: A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar na terça-feira (15) determinando que o Estado de Mato Grosso repasse os recursos de duodécimo atrasados à Defensoria Pública de Mato Grosso. O chefe do Poder Executivo, Pedro Taques, também deverá arcar com os valores obrigatoriamente até o dia 20 de cada mês.

Mais detalhes leia aqui: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/149/og/1/materia/539829/t/justica-obriga-que-taques-pague-duodecimo-atrasado-ee-cumpra-calendario

No mesmo site está lá:

Aspas: O conselheiro interino do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Isaías Lopes da Cunha, determinou a suspensão do pagamento da Reajuste Geral Anual (RGA) pelo governo do Estado aos servidores públicos. Determinou ainda que o governo, por meio da Secretaria de Fazenda, adote medidas necessárias e urgentes para a realização de perícia contábil nas contas do Estado.

Mais detalhes leia aqui: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/152/og/1/materia/539813/t/tce-suspende-rga-apos-governo-ultrapassar-limites-da-lrf-estado-recorre

Desta última decisão, pelo menos, o governo diz que irá recorrer.

Aspas: O Governo de Mato Grosso informa que irá recorrer da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que suspendeu o pagamento aos servidores públicos estaduais da próxima parcela do Reajuste Geral Anual (RGA).

Mais detalhes leia aqui: http://www.mt.gov.br/-/9770468-governo-ira-recorrer-para-garantir-pagamento-do-rga

Cinco nomes se apresentaram e irão disputar as duas vagas abertas

Eleição na Academia Mato-grossense Letras agita os bastidores da Casa Barão

Por João Bosquo | A Casa Barão de Melgaço não para! A Academia Mato-grossense de Letras (AML) está em plena ebulição com o processo eleitoral que irá eleger os dois novos imortais… Ou será exagero do repórter em acreditar que exista uma ebulição nos bastidores para o pleito que acontecerá no prazo de até 30 dias??? Talvez, nem tanto. Mas conforme foi divulgado serão cinco candidatos na concorrência para as duas vagas e como se sabe o ser humano é competitivo por natureza.

São duas cadeiras, cujas inscrições encerraram-se no último dia 25 de abril. A primeira, a Cadeira 12, tem como patrono o poeta Antônio Cláudio Soído, sendo o seu último ocupante o poeta e jornalista Ronaldo de Arruda Castro. A segunda, a Cadeira 36, tem por patrono o poeta Pedro Trouy e seu último ocupante foi Luís Feitosa Rodrigues, poeta e professor.

Estão inscritos, para a Cadeira 12, o cantor, médico, compositor, professor aposentado da UFMT, pesquisador-historiador de Chapada dos Guimarães, João Eloy de Souza Neves, o nosso Doutor do Rasqueado; o jornalista Lorenzo Falcão, que também é cronista e poeta, e a professora Neila Maria Souza Barreto, historiadora e pesquisadora. Para a Cadeira 36, inscreveram-se a professora e poeta Marli Walker e o professor Valério de Oliveira Mazzuoli, jurista, pesquisador e consultor jurídico.

O presidente da AML, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho instalou na segunda-feira, 30, as comissões de admissibilidade e de mérito que irão apreciar os currículos e as obras dos inscritos.

Segundo Sebastião Carlos, os pareceres de mérito têm apenas caráter recomendatório e não de eliminação dos candidatos, pois serão escolhidos em votação secreta e direta.

Os eleitores são os acadêmicos membros da AML. Em que pese imortais, cada um tem lá sua idiossincrasia, daí a importância do voto secreto. Daqui de fora, sei que a cadeira 12 dividirá os votos e sua eleição será mais dinâmica, com dois ou três escrutínios para chegar ao nome do vencedor.

João Eloy, além do talento musical, poeta e historiador de Chapada dos Guimarães é dono de uma simpatia cuiabana, sem esquecer que é o mais velho dos postulantes. Lorenzo Falcão, ex-editor deste DC Ilustrado, é autor dos livros “Mundo Cerrado” (poesia) e “Motel Sorriso” (contos) além de manter um website cultural. Contudo, do nosso modesto ponto de vista, Neila Barreto, recém-empossada sócia do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) leva uma ligeira vantagem, pois muitos membros integram as duas instituições, mas acreditamos nos potenciais de João Eloy e Lorenzo Falcão.

Já a disputa pela cadeira 36 com dois respeitáveis nomes postulando a mesma, acredito, será a que vai suscitar a melhor disputa.

A poeta Marli Walker, autora dos livros “Inferno e Paraíso – na Poética de Adriane Rocha” (crítica literária), “Apesar do Amor”, “Pó de Serra” e “Águas de Encantação” (poesia), de antemão sei que tem os endossos de Lucinda Nogueira Persona e Ivens Cuiabano, autores das apresentações do livro mais recente da autora.

O professor, doutor Valério Mazzuoli, por seu turno, é autor de uma penca de livros sobre direito internacional, ambiental, alguns citados por ministros do STF, poliglota, conferencista renomado, aos quarenta anos é tudo aquilo que podemos tachar de jovem gênio da classe média que está predominando no nosso sistema jurídico.

Numa metáfora futebolística, a disputa entre Valério Mazzuoli e Marli Walker é o Real Madrid, com Cristiano Ronaldo em seu melhor dia, contra o Sinop Futebol Clube… Um massacre. Mas, vale lembrar, entre os esportes coletivos o futebol é o único que (até com certa frequência) o mais fraco vence o mais forte. Daí usarmos o futebol como metáfora, temos que aguardar o final dos 90 minutos.

Nesta disputa vamos saber mais o que quer a AML. Um nome, tipo o imortal Gilmar Mendes, que “emoldura” o quadro de membros da Casa Barão, ou uma poeta que participará das atividades da entidade? Fica a interrogação.

Marilia Beatriz de Figueiredo Leite, que antecedeu Sebastião Carlos a frente da AML, diz que “foi uma alegria participar como presidente de um processo em que a busca deve ser pela qualidade literária. E tive a honra e a felicidade estar presidindo a instituição no momento em que foi eleito um ser emblemático de nossas letras Aclyse Mattos”, disse.

Eduardo Mahon, eleito em na gestão anterior do mesmo Sebastião Carlos, em 2007, afirma que “o que anima uma academia de letras é a eleição. Renovam-se as expectativas por um perfil que se somará aos demais”.

“Na gestão em que fui presidente, conseguimos eleger e dar posse a 10 novos acadêmicos, de forte perfil literário e cultural, de modo geral. Senti uma grande alegria da sociedade que aplaudiu cada novo acadêmico por sua criatividade e sensibilidade”.

Os 10 acadêmicos eleitos foram: Agnaldo Rodrigues da Silva, Cristina Campos, Fernando Tadeu de Miranda Borges, Flávio Ferreira, Ivens Cuiabano Scaff, João Carlos Vicente Ferreira, Luciene Carvalho, Lucinda Nogueira Persona, Marta Helena Cocco e Olga Maria Castrillon Mendes.

Para Sebastião Carlos “essa eleição se reveste de grande importância, sobretudo pelo significativo nível cultural apresentado pelos candidatos, demonstrando assim o crescente interesse que os intelectuais e estudiosos mato-grossenses mostram para pertencerem ao sodalício acadêmico. Ao mesmo tempo, mostra o dinamismo e a viva presença da Academia no seio da sociedade cuiabana e mato-grossense. Os dois a serem eleitos adentrarão num dos momentos mais ricos da história daquela que é a mais tradicional instituição cultural do Estado”.

Foi dado o tiro de largada à cata dos votos.

PS: Ainda em abril, Sebastião Carlos fui eleito, por unanimidade, membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas. Entre os apoiadores de sua candidatura teve nomes como de Yves Gandra Martins, Ernani Calhau, Ruy Altenfeld, presidente da Academia.

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Entre aspas: Blairo Maggi encerra sua carreira pública pela porta dos fundos, denunciado pela PGR

><>O motivo da nova denuncia é ainda sobre a compra da vaga de conselheiro ocupada pelo ex-deputado Sérgio Ricardo, vaga essa que seria de Éder Moraes, etc. e tal.

O futuro ex-senador, ex-governador reeleito chegou a ser cogitado candidato a presidência da república, porém faltou coragem e tino político, preferiu o mais fácil que foi a eleição a senador e agora melancolicamente a carreira chega ao fim, como ministro de um governo golpista.

Abre aspas:

Ministro Maggi é denunciado no STF 

Além de Blairo Maggi, o conselheiro afastado do TCE Sérgio Ricardo também foi denunciado

ARQUIVO
Maggio denunciado por compra de vaga no TCE

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ontem, quarta-feira (02), por corrupção ativa, praticada duas vezes. Ele é acusado de ter participado de um esquema de compra de vagas no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Além das condenações previstas no Código Penal para tais crimes, a procuradora Raquel Dodge pede que seja determinada a perda da função pública de Maggi, bem como a reparação do dano patrimonial, no valor de R$ 4 milhões.

Na denúncia, ela ainda solicita o pagamento de indenização por danos morais coletivos, acrescido de juros de mora e correção monetária pelos danos causados à imagem e à credibilidade das instituições públicas.

As negociações em torno da compra de uma cadeira na Corte de Contas teria iniciado no ano de 2009, época em que Maggi respondia pelo Governo do Estado.

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Luiz Renato lança o seu terceiro romance, “Xibio” que fecha a trilogia amazônica

Por João Bosquo | O escritor mato-grossense Luiz Renato de Souza Pinto lança no próximo dia 10 de maio, em Ouricuri (PE), o romance “Xibio”, que fecha a trilogia amazônica iniciada em 1998, com “Matrinchã do Teles Pires”. O livro também será apresentado durante a quarta edição do Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura do Sertão (CLISERTÃO), na Universidade de Pernambuco (UPE), que acontece  entre os dias 7 a 11 de maio, em Petrolina. O lançamento em Cuiabá será no Sesc Arsenal no dia 25 de maio, das 19 às 22 horas, no espaço da Choperia. Na véspera acontece um pré-lançamento durante a Feira Literária do Colégio Máxi.

Luiz Renato diz que o romance “Matrinchã do Teles Pires”, que dá início à trilogia, trata da colonização do norte do Mato Grosso ao longo dos anos setenta, durante a ditadura militar que expandiu as fronteiras agrícolas avançando sobre a região amazônica.

Em 2014, foi publicado segundo romance, “Flor do Ingá”, no qual se desdobra a aventura e é apresentando o cotidiano de um casal que se conhece em Londrina (PR) e vem para Mato Grosso, quando então se separam.

Agora, segundo Luiz Renato, vinte anos depois, fechando a trilogia, “Xibio”, editado pela Carlini&Caniato, destaca a vinda de nordestinos para garimpos de diamante em Mato Grosso e Goiás. Mesclando elementos da cultura local com pitadas do nordeste, o volume apresenta a cidade de Ouricuri, daí a razão do lançamento nessa cidade, de onde parte um garimpeiro que vem para Balisa, região deTorixoréo atrás do minério.

Padre Cícero, Frei Damião, São Sebastião, Lampião, Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré compõem o mosaico de fundo histórico para complementar a viagem.

O escritor explica que entre 2015 e 2018 foram 16 viagens ao nordeste para pesquisas e desenvolvimento empírico das situações de busca e apreensão de elementos para se transformar em literatura.

“Matrinchã do Teles Pires”  foi objeto de monografias de graduação e especialização no campus da Unemat de Tangará da Serra, sob a orientação do professor doutor Dante Gatto, dissertação de mestrado de Luzia Oliva, na Unesp, Campus de São José do Rio Preto (SP), bem como objeto de artigos da professora doutora Gilvone Furtado Miguel, da UFMT de Barra do Garças (MT).

Acerca de “Xibio”, o escritor paranaense Cézar Tridapalli registra em redes sociais que “ao costurar com lirismo realidade objetiva e interior, faz um passeio pela vida de Irene, afetada por experiências tão dolorosas quantos as flechadas recebidas por São Sebastião (e é Irene quem lhe ameniza as dores). De quebra, no meio da leitura, a personagem lê o meu “O beijo de Schiller”, um fragmento que também fala da imagem de uma Irene mitigando o sofrimento de Sebastião, onde se misturam dor e sensualidade”. Em texto que registra a trilogia em sua edição finalizada, a professora doutora Luzia Oliva retrata o que significa a realização dessa empreitada. (Com material da Assessoria)

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Agravo ao ministro Edson Fachin: Volta Fachin, volta!!!

Por Darci Frigo |  “Eu, escutando as palavras da professora Vera que, como muitos daqui, foi colega do ministro Luiz Edson Fachin, eu achei por bem dizer nesse momento que nós que convivemos com o ministro Fachin, nós gostaríamos que aquele professor, amigo, que tinha compromisso com os pobres, que tinha compromisso com as causas dos Direitos Humanos, é preciso dizer que ele precisa voltar.

Ele precisa voltar. Porque aquele que está lá, no Supremo Tribunal Federal não é o Fachin que nós conhecemos.

Volta Fachin, volta. Volta, porque as suas decisões estão causando muito sofrimento ao povo brasileiro. Nós precisamos que você volte; que você volte às suas posições históricas.

Eu não podia deixar de fazer esse momento de agravo. Se ele voltar, e se ele se recompuser, nós podemos fazer um grande momento de desagravo, nesse mesmo lugar. Mas, hoje, é preciso agravar a posição do ministro Fachin. Nós não podemos aceitar em hipótese alguma que ela persista no Supremo Tribunal Federal”.

Leia também: Afrânio Silva Jardim: Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história

 

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Afrânio Silva Jardim: Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história

É UM ABSURDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTE PAÍS EM RELAÇÃO AO EX-PRESIDENTE LULA. (texto ampliado)

1) Condenação surreal no primeiro grau de jurisdição, com processo repleto de nulidades e por juízo absolutamente incompetente. O crime imputado ao Lula teria ocorrido em São Paulo e ele não teria qualquer conexão com os delitos originários da 13.Vara Federal de Curitiba.

As condutas atribuídas ao ex-presidente Lula não são tipificadas como crime. O crime é RECEBER INDEVIDA VANTAGEM. Lula não “recebeu” o Triplex !!!

Se recebeu, pergunto: quando? onde? como?

A condenação foi repudiada por quase toda a comunidade acadêmica. Cinismo.

2) Decisão bizarra no Tribunal Federal Regional, com aumento da pena para burlar a prescrição da pretensão punitiva, ao arrepio das regras do Código Penal que tratam do tema.

A pena mínima da corrupção passiva é 2 (dois) anos e eles aumentaram para mais de 8 (oito) anos. Aumentaram pelos bons antecedentes do ex-presidente!!! Cinismo!!!

3) Decisão do S.T.J. denegando Habeas Corpus em favor do ex-presidente, a qual simplesmente desconhece a vigência das regras do art.283 do Código Processo Penal e do art.105 da Lei de Execução Penal.

Para fugir do enfrentamento desta questão, o tribunal federal assevera que tem de seguir o que já decidiu S.T.F.

Ora, todos sabem que o S.T.F. já tem entendimento diverso e que eles estão julgando contra a Constituição e as regras ora mencionadas!!! Cinismo;

4) O Ministro Fachin, sabendo que a segunda turma do S.T.F. é contra a execução provisória da pena, tira o julgamento do Habeas Corpus do seu “juiz natural” e remete o processo para o plenário do S.T.F. Cinismo;

5) A presidenta do S.T.F. não coloca os processos em pauta para serem julgados (ações diretas de constitucionalidade do art.283 do Código Processo Penal). Se ele não é inconstitucional tem de ser aplicado.

Tal regra jurídica exige o trânsito em julgado (não cabimento de qualquer recurso) para que a prisão seja automática, como efeito da condenação.

Por que não “conferir” o real e atual entendimento do Plenário do S.T.F. ???

Por tudo isso, a população está estarrecida e revoltada, embora (in)devidamente contida. Há sempre uma esperança de que o Poder Judiciário irá voltar a afirmar a sua indispensável dignidade.

Custa a crer que esta imoral perseguição continue a acontecer. Chego a ficar meio desesperado. Algo precisa acontecer para fazer cessar esta tremenda injustiça que está sendo perpetrada contra o maior líder popular de toda a nossa história.

Source: Afrânio Silva Jardim

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